O senador Cleitinho Azevedo tenta reverter a decisão do Republicanos de retirar sua candidatura ao Governo de Minas. Na tarde desta quarta-feira (29), ele participa de uma reunião com o presidente nacional da legenda para discutir a decisão.
Em nota oficial divulgada também nesta quarta-feira (29), assinada pelas executivas estadual e nacional, o Republicanos informou que o senador está fora da disputa pelo Palácio da Liberdade. Segundo o partido, a ausência de Cleitinho na convenção partidária foi um “fato político objetivo, que produziu consequências inevitáveis”.
Segundo o partido, embora tenham sido oferecidas condições e atraídos aliados ao longo de meses para viabilizar o nome do senador, a definição oficial por parte dele “nunca aconteceu”. Na nota, o Republicanos enfatiza que “uma candidatura exige, antes de tudo, a decisão firme de quem pretende disputá-la”.
Essa postura de hesitação apontada pela sigla parece refletida no vídeo que o parlamentar publicou em suas redes sociais nessa terça-feira (28). No registro, que utiliza inteligência artificial para recriar as figuras de seu pai e de seu irmão Mateus, falecido recentemente, Cleitinho externa sua fragilidade emocional: “Pai, sem o senhor e sem o Mateus, eu estou inseguro, em dúvida e com medo”. Em resposta, a representação de seu irmão o incentiva a seguir: “Vá e faça o que precisa ser feito… Seja forte e corajoso”.
Apesar de seus irmãos terem reafirmado à imprensa que ele manteria a candidatura, o vídeo não trazia uma confirmação direta, o que alimentou a narrativa de indefinição citada pelo partido.
Em pesquisa Quaest divulgada nessa quarta-feira, Cleitinho Azevedo liderava com boa folga todos os cenários em que estava na disputa.
No cenário 4 da disputa, sem Cleitinho, Kalil assume a ponta da disputa no primeiro turno com 15% das intenções de voto seguidor por Patrus Ananias, com 13%, e Mateus Simões, com 9%. Flávio Roscoe, ex-presidente da Fiemg e possível candidato apoiado por Flávio Bolsonaro, tem 4%.










