A Copasa assinou nesta segunda-feira (17), em Belo Horizonte, a ordem de serviço para o começo dos trabalhos de ampliação das redes de água e esgoto em 30 comunidades de Contagem, na região metropolitana. Essas redes estão contempladas no plano estratégico do Programa Reviva Pampulha, que tem o intuito de revitalizar a Lagoa da Pampulha.
Conforme a Copasa, esta etapa contará com um investimento de R$ 40 milhões e pretende eliminar o lançamento irregular de esgoto de 1,3 mil famílias, beneficiando cerca de 18 mil pessoas na região.
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Após a formalização, as equipes da empresa farão os serviços de interligação dos imóveis das comunidades que já aderiram ao sistema público de esgoto, o que permitirá que os efluentes encaminhados, de forma correta, para o devido tratamento, deixando de ser lançados, de forma irregular, nos cursos d’água da região e, consequentemente, na Lagoa da Pampulha.
Para garantir a adesão dos moradores, a Copasa realiza a mobilização social, fazendo um trabalho junto aos moradores, com o intuito de conscientizá-los sobre a importância da interligação às redes coletoras da empresa. Segundo Thiago Miranda, gestor de Empreendimento de Grande Porte da Copasa, a adesão da população é essencial para o resultado do plano.
“É importante que os moradores saibam que a Copasa vai arcar com todos os custos para realizar essa ligação. Basta que o cliente permita que seu imóvel seja interligado ao sistema”, explicou.
Comunidades beneficiadas
Ainda segundo a Copasa, os trabalhos serão iniciados nas comunidades Sequoia/Teleréfico. Na sequência, os benefícios serão ampliados para Boa Vista, Bela Vista, Novo Boa Vista DNIT, Padre Dionísio, Morro dos Cabritos, Francisco Mariano, Oitis, Avenida II/Colorado, Beatriz, Alvorada, Boa Esperança, Urca, Kennedy, Capelinha, Floriano Peixoto, Boa Vista/Gangorras, Jardim dos Bandeirantes, Bambu Verde, Novo Progresso, São Sebastião, Carajás, Senhora da Conceição, Xangrilá, Urca/Sta Luzia, Gangorras, Bonanza, Estação Bernardo Monteiro, Nacional e Tenente Castorinho.
Miranda explica que mais de 99% da população da bacia da Pampulha já tem o tratamento do esgoto, e esta nova etapa, que contemplará locais de maior complexidade, vai contribuir para o alcance de 100% da rede coletada e tratada pela Copasa.
O contrato assinado é na modalidade de performance, cuja remuneração da contratada é baseada no desempenho, o que garante qualidade e agilidade nos trabalhos executados. “Para 2025 e 2026, a Companhia projeta se aproximar ainda mais da universalização dos serviços na bacia da Pampulha”, garantiu o gestor.
A Copasa afirma que as obras vão garantir a saúde e qualidade de vida às mais de 6 mil famílias, que hoje convivem lançamentos irregulares de esgoto nas vias e cursos d’água. Segundo a gerente Regional da Copasa em Contagem, Renata Mayrink, as obras nessas comunidades, consideradas Áreas de Interesse Social (AIS) no Plano de Ação da bacia da Pampulha, trarão benefícios que serão usufruídos por todos. “As pessoas terão a comodidade de verem água de qualidade saindo das torneiras de casa todos os dias e contarão com a destinação correta de seus esgotos, o que garantirá mais saúde e bem-estar para todos”, observou a gestora.
Plano de ação
As ações propostas pelo Reviva Pampulha propõem atuações conjuntas entre a Concessionária e as prefeituras de Belo Horizonte e Contagem para ampliação e melhoria do Sistema de Esgotamento Sanitário na bacia. Entre as atividades desenvolvidas pela Companhia estão a mobilização social, a conscientização e educação ambiental, obras de melhorias operacionais, monitoramento de qualidade das águas dos córregos e garantia da continuidade da prestação de serviço de esgotos.
Também integram o plano, vistorias do Programa de Recebimento de Efluentes não Domésticos (Precend), inspeção e correção de lançamentos de águas pluviais nas redes coletoras e o tratamento das águas dos córregos Ressaca e Sarandi por meio da ETAF Pampulha (Estação de Tratamento de Águas Fluviais). Da mesma forma, nos locais onde ainda não foi possível a construção das redes coletoras, a Copasa instalou tomadas de tempo seco (TTS), que são dispositivos responsáveis por coletar as águas dos córregos, em dias sem chuva, e direcioná-las para tratamento na ETE Onça.
De acordo com dados do relatório trimestral mais recente, 44% das quase 10 mil ligações planejadas no Plano de Ação já foram concluídas. Em termos de investimentos, a Copasa já empenhou mais de R$ 59 milhões no âmbito do plano de ação, o que corresponde a mais de 40% da meta de R$ 146 milhões prevista para o Programa Reviva Pampulha.








