Mesmo com novos leitos, taxa de ocupação de enfermarias volta para nível vermelho em BH

Leitos
Pacientes com sintomas gripais também ocupam leitos de BH (Fábio Marchetto/SES-MG)

A taxa de ocupação de leitos de enfermaria voltou a atingir o nível vermelho em Belo Horizonte, nessa sexta-feira (7), por conta da Covid-19 e da influenza. Ao todo, a PBH (Prefeitura de Belo Horizonte) abriu 95 novos leitos de enfermaria Covid nos últimos quatro dias. Já o RT, que é o número médio de transmissão por infectado, teve baixa na capital, e segue no nível amarelo.

Ontem, a PBH chegou a abrir mais nove leitos de enfermaria Covid na rede SUS-BH (Sistema Único de Saúde – Belo Horizonte), totalizando 315. Mesmo com o aumento da oferta, a taxa de ocupação geral, que inclui a rede SUS e a suplementar, acabou crescendo, atingindo os 72,2%.

Na quinta-feira (6), a taxa de ocupação dos leitos de enfermaria havia abaixado para 67,1%, após ter atingido o nível vermelho na quarta-feira (5), registrando 78,4%. A queda aconteceu devido a abertura de mais 66 leitos por parte da prefeitura, também na quinta-feira.

Pacientes com gripe ocupam leitos

A PBH destaca que pacientes com quadros gripais, mesmo não testando positivo para a Covid-19, também podem estar internados nos leitos de UTI e enfermaria Covid. Isso acontece pois os sintomas de ambas as doenças são muito parecidos.

Segundo o secretário municipal de Saúde, Jackson Machado Pinto, o monitoramento segue em BH. “Continuamos com o monitoramento sistemático dos dados epidemiológicos e assistenciais na cidade. Estamos em um momento de alerta, e a prefeitura tem atuado para continuar prestando assistência à população”.

“Nesse momento em que há crescimento de casos respiratórios e consequente aumento nos índices, é imprescindível que a população siga as medidas preventivas, mantendo o distanciamento social, o uso correto da máscara, higienização das mãos, etiqueta da tosse e vacinação”, completou.

Momento de cuidado

O infectologista Estevão Urbano diz que o momento atual exige máximo cuidado. Para ele, há duas causas prováveis para o aumento dos casos da doença. “A movimentação muito intensa das pessoas no final do ano e o surgimento da variante ômicron”, explica.

O momento exige que a população tome medidas de precaução, segundo o especialista: “Não frequentar locais públicos sem máscara, não frequentar aglomerações, higienizar sempre as mãos, se vacinar e evitar festas e reuniões”, enumera.

Com PBH

Edição: Vitor Fernandes
Andreza Mirandaandreza.miranda@bhaz.com.br

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

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