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Chico Maia

Rolando Lero continua em ação no Cruzeiro; problema agora é ‘peso’ da camisa e ‘distopia’

27/04/2024 às 09h37 - Atualizado em 27/04/2024 às 10h22
Paulo André liderou o movimento Bom Senso FC, em 2013, que reivindicava benefícios para os jogadores e ameaçava a CBF com uma possível greve, que não deu em nada (Foto: twitter.com/Cruzeiro)

No início da “era Ronaldo” SAF, dizia-se que todo jogador gostaria de jogar pelo Cruzeiro, porque, além do dono ser um dos maiores ex-jogadores de futebol do mundo, o “peso” da camisa era diferenciado e atraía qualquer um.

Na entrevista que deu para explicar a saída do diretor Paulo Martins, o braço direito do Ronaldo, ex-zagueiro Paulo André, disse que o peso da camisa atrapalha os jogadores. “Eu brinco que, se o nosso time estivesse com outra camisa, teríamos feito muito mais pontos. A gente vai continuar sendo um time em construção até conseguir voltar a grandeza do Cruzeiro e dizer que vamos ter o objetivo de ser campeão. Há uma frustação pelo tempo de espera, mas entendemos que há uma normalidade. O crescimento oscila”.

Depois veio com outra frase, em que uma palavra obrigou muita gente a recorrer aos dicionários: distopia: “Temos premissas que embasam um clube que, com a receita que temos hoje, com os objetivos que temos, temos que traçar. Há uma distopia, que é o grande causador dessa diferença entre expectativa e realidade. Essa camisa é pesada para caramba. Aí você não consegue trazer jogadores que, muitas vezes, não consegue”.

De acordo com a mestra em Ciências da Comunicação, Juliana Theodoro, distopia é “a representação de uma realidade ou sociedade imaginária opressora e aterrorizante. É o oposto de utopia. O termo distopia acaba por caracterizar um gênero artístico que apresenta um imaginário sobre o futuro, em que este é lugar de opressão e violência, geralmente sob regimes políticos totalitários…”

Hummmm. Aí me lembrei dos tempos em que o Paulo André liderou o movimento Bom Senso FC, que reivindicava benefícios para os jogadores e ameaçava a CBF com uma possível greve. Na época, 2013, o discurso era: “Eles estão brincando com o fogo, e os atletas estão chegando no limite de sua paciência. Não sei se a greve é para agora, mas se continuar desse jeito, ela vai acontecer”.
E nada mudou!

A torcida espera que o Cruzeiro mude. Paulo Martins não mostrou eficiência no cargo e se foi. Paulo André ficará interinamente no cargo, até conseguir alguém competente para a função. Enquanto isso, os cruzeirenses continuarão nessa “distopia”.

Chico Maia

Chico Maia

Email: chicomaiabd@gmail.com

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