Torcedora-símbolo, ‘Vovó do Galo’ morre aos 101 anos e recebe homenagens

Vovó do Galo
Ana Cândida conquistou os corações da massa dentro e fora das arquibancadas (Reprodução/@oficialvovodogalo/Instagram)

Conhecida como “Vovó do Galo”, Ana Cândida de Oliveira Marques, torcedora-símbolo do Atlético, faleceu na tarde desta quinta-feira (13). A informação foi divulgada pela família da “vovó”, que há anos conquistou os corações da massa dentro e fora das arquibancadas.

“Nós, familiares e amigos, agradecemos o carinho destinado a ela durante todos esses anos”, diz o comunicado divulgado nas páginas oficiais da Vovó do Galo. De acordo com a postagem, Ana Cândida faleceu às 14h de hoje.

Dona Ana era amada pela torcida atleticana e marcou presença nas partidas do Galo até o final da temporada do ano passado, em que o time do coração da vovó conquistou o Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil.

O Atlético lamentou a morte da torcedora-símbolo e desejou força aos familiares. “Ela sempre será uma das maiores representações de amor ao Galo em toda nossa história!”, diz a nota de pesar do clube.

Nas redes sociais, milhares de internautas deixam homenagens à Vovó do Galo. O Mineirão também lamentou a morte da Vovó do Galo: “Esteve sempre presente nas arquibancadas com seu carisma e amor”.

Centenário

No dia 8 de julho de 2020, quando completou 100 anos de idade, a Vovó do Galo ganhou uma homenagem de vários ídolos do clube, como Reinaldo, Tardelli e Victor. Depois de uma contagem regressiva cheia de ansiedade, Ana Cândida finalmente chegou ao centenário recebendo muito amor da torcida atleticana.

A hashtag #100AnosVovoDoGalo tomou conta do Twitter naquele dia e as redes sociais se encheram de homenagens à dona Ana, que já presenciou momentos históricos da história do Galo, como o título da Libertadores, no Mineirão, e as viradas contra Flamengo e Corinthians, na Copa do Brasil.

Além da torcida, a vovó do Galo também recebeu uma surpresa feita por jornalistas, influenciadores, músicos, funcionários, dirigentes e conselheiros do time, ex-jogadores, atletas do futebol americano e do futebol feminino, familiares, consulados no Brasil e no mundo e, claro, torcedores apaixonados.

História

Nascida e criada em Rio Espera, na Zona da Mata, dona Ana Cândida de Oliveira Marques veio para Belo Horizonte em 1949, acompanhando o marido, João Marques de Oliveira, atleta amador e torcedor fanático.

Ela já chegou na cidade como torcedora do Atlético e acompanhava os jogos de longe, pelo rádio e pelo jornal, ao lado do marido.

Edição: Giovanna Fávero
Sofia Leãosofia.leao@bhaz.com.br

Repórter do BHAZ desde 2019 e graduanda em jornalismo pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). Participou de reportagens premiadas pelo Prêmio Cláudio Weber Abramo de Jornalismo de Dados, pela CDL/BH e pelo Prêmio Sebrae de Jornalismo em 2021.

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