Enquanto muitos jovens passam o tempo livre nas telas, o estudante mineiro Ryan James, de 11 anos viveu, na prática, uma rotina digna de astronauta. Ryan foi um dos destaques da missão Moon II, uma simulação de exploração espacial que reuniu estudantes de diferentes idades para uma imersão de 72 horas em uma base análoga.
Durante a missão, Ryan enfrentou uma rotina intensa, com confinamento, ausência de contato externo e foco total em atividades científicas. Entre os desafios, participou de treinamentos com drones, lançamento de foguetes e até uma simulação de resgate de astronauta ferido, considerada por ele o momento mais marcante da experiência.
O sonho, segundo o estudante, é trabalhar com ciência espacial, como cosmólogo ou astrofísico, em grandes instituições internacionais. “A missão me ajudou a entender mais sobre a profissão que quero seguir. Mostrou o quão desafiador é ser um astronauta”, conta.
Mas o caminho até esse tipo de experiência começa cedo e exige esforço. Ryan mantém uma rotina puxada: acorda às 5h para ir à escola e, depois das aulas, vende balas e canetas na porta de supermercados. O dinheiro arrecadado é usado para custear inscrições em olimpíadas científicas e outras atividades.
Para a família, o destaque do estudante vem de uma combinação de disciplina e iniciativa própria. “A gente dá o apoio, mas o interesse surgiu dele. Ele busca as oportunidades”, afirma Hannah, mãe.
O resultado aparece. Ele já soma mais de 40 medalhas em competições acadêmicas, além de conquistas em esportes como judô, jiu-jitsu e xadrez, que exibe orgulhoso em seus posts do Instagram. Autodidata, também aprendeu inglês e espanhol para participar de provas internacionais.
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De volta à rotina, Ryan já tem novos planos: se preparar para os Jogos Escolares de Minas Gerais e participar da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia. Sempre com o mesmo objetivo em mente. “O céu é o limite”, resume.
Missão Moon II
Inspirada nas missões Artemis I e II, Moon II é uma missão análoga que simula as condições de uma base espacial. Durante 72 horas, os participantes ficam confinados em um ambiente controlado, com rotina semelhante à de astronautas.
As atividades incluem exercícios práticos, produção de relatórios técnicos e simulações de situações de risco, como resgates. O grupo reúne desde estudantes com destaque acadêmico até universitários ligados à área de engenharia espacial.








