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Falsos influenciadores usavam redes sociais para lavar dinheiro do crime na Grande BH

02/07/2026 às 18h25
falsos influenciadores digitais crime grande bh
(Divulgação/PCMG)

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) desarticulou, nesta quinta-feira (2), uma organização criminosa que se passava por influenciadores digitais para cometer crimes envolvendo tráfico de drogas, extorsão e agiotagem. A Operação Cortina Digital cumpriu 12 mandados de busca e apreensão e dois de prisão na Grande BH, resultando no bloqueio de R$ 7,7 milhões e na apreensão de diversos veículos de alto padrão.

De acordo com a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), os líderes do esquema, dois irmãos de 37 e 40 anos, criaram uma narrativa de sucesso nas redes sociais para justificar a movimentação de milhões de reais. Segundo o delegado Domiciano Monteiro, a investigação começou justamente pelo rastro de ostentação deixado nos perfis de dois dos integrantes do grupo criminoso.

“As investigações se iniciaram a partir de postagens em redes sociais de dois dos investigados, onde eles ostentavam veículos de alto padrão e muito dinheiro em espécie”, explicou o policial. “Para justificar esse poder econômico, eles se passavam por influenciadores digitais”, completou.

Por trás das telas, no entanto, a realidade era outra. Segundo a corporação, a organização controlava o tráfico de drogas na região Norte de BH e em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana. Além disso, o esquema operava uma rede de lavagem de dinheiro com empresas de fachada e laranjas que realizavam saques diários para zerar os saldos bancários.

Veja o vídeo:

Além do tráfico, o grupo também lucrava com a exploração de dívidas. Segundo o delegado Domiciano Monteiro, os policiais encontraram provas de agiotagem em transações digitais. “As investigações puderam confirmar isso através de mensagens que eram atreladas a transações PIX, onde várias pessoas faziam a menção que estavam pagando juros através daquelas transferências”, afirmou.

Ainda de acordo com o delegado, o luxo exibido nos vídeos muitas vezes vinha diretamente do prejuízo das vítimas. “Alguns dos veículos que iam para a posse dos investigados eram destinados para o pagamento de juros devidos por essas pessoas”, explicou.

A operação culminou na apreensão de veículos de luxo, incluindo duas BMWs, um Audi, duas motos aquáticas e duas caminhonetes Toyota Hilux. Segundo a PCMG, os investigados já possuem passagens no sistema prisional por homicídio, tráfico e extorsão.

Vinícius Sampaio

Jornalista pela Universidade Federal de Viçosa. Foi repórter da Fundação Rádio e Televisão Educativa e Cultural de Viçosa (Fratevi). Repórter no BHAZ desde novembro de 2024.
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