TikTok
Youtube
X (Twitter)
Instagram
Facebook
Whatsapp

Família denuncia padrasto por suspeita de engravidar menina de 12 anos em Minas Gerais

17/07/2025 às 16h46 - Atualizado em 19/07/2025 às 11h28
Prefeitura de Nova Serrana/Reprodução

A família de uma menina de 12 anos denunciou o padrasto, de 36, por suspeita de abuso sexual. Segundo a denúncia, a violência resultou na gravidez da vítima. Na semana passada, a criança procurou atendimento médico em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), após relatar dores abdominais. Durante os exames, foi constatada a gestação. O caso ocorreu em Nova Serrana, no Centro-Oeste de Minas Gerais.

Em entrevista ao BHAZ, a irmã da vítima, de 29 anos, contou que o padrasto mantinha um relacionamento com a mãe delas havia cerca de quatro anos. Segundo ela, já havia notado atitudes do homem em relação à menina que geravam desconforto e preocupação. “Ele tinha umas brincadeiras e costumava viajar sozinho com ela. Eu sempre alertava que não gostava, mas, de fato, nunca havia presenciado algo mais sério”, contou a mulher, que terá a identidade preservada.

Conforme a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), os agentes foram acionados após a equipe de psicologia do Hospital São José informar que a menina estava grávida. A garota havia procurado atendimento em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), acompanhada da mãe, relatando dores abdominais. Após os exames, foi confirmada a gestação, com estimativa de três a cinco semanas.

“Minha irmã tinha ido ao médico há alguns dias e foi receitado um remédio para dores no estômago, pois suspeitavam de gastrite. Como os sintomas não melhoraram, ela voltou ao hospital acompanhada da minha mãe. Foi, então, que solicitaram o Beta HCG, que confirmou a gravidez. Repetiram o exame duas vezes, e ambos deram positivo”, explicou.

Menina denunciou que era o padrasto

No dia do ocorrido, ao ser questionada pelos policiais, a menina afirmou ter mantido relações sexuais com um rapaz que, segundo ela, não residia mais na cidade. “Na quinta-feira, mandei uma mensagem para o meu padrasto perguntando se estava tudo bem com a minha irmã. Ele respondeu que sim, e disse que ela e minha mãe ainda estavam no hospital. Como já era noite, ofereci preparar uma marmita para ele. No início, ele recusou, o que achei estranho. Só depois de muita insistência, ele veio buscar. Senti que estava desconfiado”, relatou a irmã da vítima.

A irmã relatou que, no dia seguinte, a mãe foi até a casa dela e contou que a adolescente estava grávida. A partir desse momento, passou a desconfiar da versão inicialmente apresentada pela jovem sobre a origem da gestação. “Eu sabia que esse rapaz que ela afirmou ser o responsável nunca existiu. Avisei minha mãe sobre o meu padrasto, mas ela pediu que eu tivesse calma, pois era uma acusação muito grave”, disse.

Diante das suspeitas, no sábado (12), a mulher procurou a irmã mais nova e pediu que ela contasse a verdade sobre o que realmente havia acontecido. Além disso, solicitou que a criança a levasse até o local onde as relações sexuais teriam ocorrido. “Foi aí que ela confirmou que tinha sido o nosso padrasto. Logo depois, fui até a delegacia denunciar”, explicou.

Ainda segundo a irmã da vítima, no mesmo dia, o padrasto a procurou alegando que a acusação era falsa e que não havia provas contra ele. Além disso, o homem teria enviado mensagens fingindo ser um policial, afirmando que o suspeito tinha sido preso. “Ele foi muito grosseiro comigo e tentou me intimidar. Estava suado e senti que estava com muito receio. Como moramos perto, percebi que ele não dormiu em casa de sexta para sábado”, afirmou.

Família perdeu contato com o suspeito

No último domingo (13), a irmã da vítima descobriu que o padrasto e a mãe planejavam viajar para Belo Horizonte. Diante da situação, a polícia foi acionada. Segundo ela, o suspeito tentou convencer a esposa de que não havia cometido nenhum crime e que ambos precisavam deixar a cidade. “Foi quando minha irmã contou para minha mãe que era verdade. Aí, ela decidiu não ir e ficou conosco”, relatou.

A irmã da vítima explicou que, naquele momento, o homem ainda não era considerado suspeito e, por isso, não foi preso. No entanto, o agente orientou que o homem não prosseguisse com o deslocamento. Mesmo assim, ele ignorou o alerta e embarcou em no ônibus. “Depois disso, ele me bloqueou e não temos notícias sobre o paradeiro dele”, comentou.

Conforme a mulher, ela está com a guarda provisória da irmã e, além do Conselho Tutelar, a Polícia Civil (PCMG) acompanha o caso. “Minha irmã está com alguns sintomas típicos da gravidez e, em alguns momentos, apresenta fraqueza. Tenho acompanhado tudo de perto”, informou.

A Prefeitura de Nova Serrana informou que, após ser notificada sobre o caso de violência sexual, mobilizou suas equipes e adotou todas as medidas necessárias para acolher e proteger a vítima. O Conselho Tutelar acompanha a situação desde o início, e a adolescente foi encaminhada ao Hospital São José, onde recebeu atendimento de uma equipe multiprofissional.

Em nota ao BHAZ, a PCMG informou que instaurou inquérito para apurar todas as circunstâncias do caso. “Por se tratar de possível crime envolvendo menor, as investigações seguem em segredo de justiça. Outras informações serão repassadas em momento oportuno” disse.

Ana Magalhães

Jornalista pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Foi estagiária do Jornal Estado de Minas e do programa Agenda da Rede Minas de Televisão. Repórter do BHAZ desde agosto de 2024.
LinkedIn

Mais lidas do dia

Leia mais

Acompanhe com o BHAZ