Com estreia nos cinemas marcada para a próxima quinta-feira (12), o documentário ‘As Benzedeiras’ vai destacar o protagonismo de BH ao registrar os saberes ancestrais de cura de Mãe Efigênia, do Quilombo Manzo Ngunzo Kaiango, na região Leste da capital. Além da benzedeira, o filme também tem participação de Sérgio Pererê na trilha sonora e outros mineiros na produção.
Dirigido e roteirizado pela cineasta mineira Labibe Araújo, o longa-metragem percorre diferentes regiões do país para retratar o conhecimento popular de cinco mulheres que mantêm viva a tradição da benzeção. Entre as personagens centrais da obra está Mametu Muiandê, conhecida popularmente como Mãe Efigênia, figura emblemática da religiosidade e da cultura de BH.
Além da Mãe Efigênia, a produção ainda passa pelas histórias de Camila Gomes, de Florianópolis (SC); Josy Andrade, de Salvador (BA); A-yá Kukamiria, de Manaus (AM); e Rosa Maria, de Nossa Senhora do Livramento (MT).
Quilombo Manzo Ngunzo Kaiango
O filme traz um olhar afetuoso para a capital mineira, registrando a prática do benzimento como um gesto contínuo de cuidado comunitário, fé e resistência espiritual que atravessa gerações. As gravações ocorreram no Quilombo Manzo Ngunzo Kaiango, localizado no Bairro Paraíso.
Reconhecido oficialmente desde 2017 como patrimônio cultural de BH, o espaço foi fundado na década de 1970 por Mãe Efigênia. O local nasceu como a casa de umbanda Senzala de Pai Benedito e, com o passar dos anos, se consolidou como terreiro de Candomblé Angola.
Atualmente organizado por meio da Associação de Resistência Cultural da Comunidade Quilombola Manzo Ngunzo Kaiango, o quilombo mantém uma atuante liderança feminina. Além das práticas religiosas e rituais tradicionais, a comunidade promove oficinas de dança, percussão e estética afro, se tornando um dos principais símbolos de valorização da cultura afro-brasileira e cidadania para os jovens da região.
BH nas telonas
A presença da Grande BH também aparece nos bastidores. Parte da equipe técnica do documentário é formada por profissionais locais, fortalecendo o mercado audiovisual mineiro. O filme é produzido pela Sarasvati Produtora Cultural.
Além disso, a trilha sonora original da obra é assinada pelo cantor, compositor, multi-instrumentista e diretor musical belo-horizontino Sérgio Pererê. O artista é reconhecido por canções que entrelaçam o cotidiano ao sagrado de matriz africana, trazendo sonoridades afro-latinas que emolduram a espiritualidade e a fé.
O filme estará em exibição no Cinema do Centro Cultural Unimed-BH Minas e Cine Belas Artes, ambos na região Centro-Sul da capital.













