Cerca de 60 garis visitaram, nesta terça-feira (14), a exposição internacional de Pierre-Auguste Renoir na Casa Fiat de Cultura, na Praça da Liberdade, na região Centro-Sul de BH. Desse total, 40 participantes são estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA).
Esta é a segunda turma de trabalhadores da Superintendência de Limpeza Urbana (SLU) que visita a Casa Fiat de Cultura. Da primeira vez, 32 garis puderam ver a exposição de Renoir.
De acordo com a Casa Fiat de Cultura, o objetivo é aproximar os garis do universo das artes, promovendo a inclusão cultural. Além disso, os trabalhadores receberam um certificado de homenagem e reconhecimento “ao trabalho essencial realizado ao longo dos anos na manutenção da limpeza e do bem-estar da cidade”. Na próxima quinta-feira (23), outra visita está agendada com os servidores.
Veja o vídeo:
Renoir na Casa Fiat de Cultura
Onze obras de Pierre-Auguste Renoir, um dos maiores pintores do mundo, podem ser vistas de perto em Belo Horizonte na exposição em cartaz na Casa Fiat de Cultura. A mostra reúne pinturas e a escultura Vênus Vitoriosa, permitindo ao público conhecer diferentes momentos da trajetória de um dos principais nomes do Impressionismo.
Nascido em 1841, na cidade francesa de Limoges, Renoir começou a trabalhar ainda jovem pintando porcelanas em uma fábrica, experiência que ajudou a construir sua sólida base técnica. Já no início da década de 1860, mudou-se para Paris para estudar pintura, onde conheceu artistas que depois formariam o núcleo do Impressionismo, como Claude Monet e Edgar Degas. A partir da década de 1870, o grupo passou a transformar a pintura ao retratar cenas do cotidiano com luz natural, movimento e pinceladas rápidas e cheias de cor.
Estilo
Com o passar do tempo, Renoir conquistou reconhecimento internacional e desenvolveu um estilo próprio dentro do movimento. Ele ficou especialmente conhecido por retratos luminosos e delicados, nos quais buscava capturar não apenas a aparência das pessoas, mas também a sensação de vida das cenas representadas.
No fim do século XIX, o artista começou a enfrentar uma artrite reumatoide severa, que deformou suas mãos e tornou a pintura cada vez mais difícil. Mesmo assim, continuou trabalhando. Em alguns momentos, chegou a amarrar os pincéis às mãos para conseguir pintar, persistindo na criação apesar das dores intensas.
Essa fase tardia também está representada em sua produção. Entre 1910 e 1912, Renoir criou obras como Banhista enxugando a perna direita e Banhista enxugando o braço direito, que apresentam figuras mais volumosas e cores suaves. Já entre 1914 e 1916, concebeu a escultura “Vênus Vitoriosa”, modelada com a ajuda do escultor Richard Guino, que executava a peça seguindo as orientações do pintor, já bastante debilitado.
Renoir morreu em 1919, aos 78 anos, deixando uma obra extensa e influente. Agora, mais de um século depois, parte desse legado pode ser vista na exposição da Casa Fiat de Cultura, que celebra os 20 anos do espaço e reúne obras cedidas pelo Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP). Esta é a primeira vez que as peças foram cedidas a outro museu desde a aquisição, nos anos 70.












