Um esquema envolvendo comprovantes falsos de Pix foi descoberto em uma escola municipal de Santa Luzia, na Grande BH. Segundo a Guarda Municipal, que atendeu a ocorrência, pelo menos 13 alunos, com idades entre 13 e 16 anos, estariam envolvidos na fraude, que teria causado um prejuízo inicialmente estimado em R$ 6,7 mil.
O caso começou a ser investigado depois que um estudante tentou comprar produtos na lanchonete da Escola Municipal Dona Quita, no bairro Adeodato, utilizando um comprovante de transferência via Pix. A direção verificou o extrato bancário e percebeu que o dinheiro não havia sido efetivamente transferido. “A diretora começou a desconfiar depois que percebeu que no fechamento do caixa os valores não estavam batendo. Ela rapidamente identificou um dos alunos”, afirmou o Comandante Werlysson Volpi, da guarda municipal.
A partir daí, outros estudantes foram identificados durante a apuração. Conforme relatado pela direção, os alunos utilizavam uma versão modificada de um aplicativo bancário, instalada nos celulares por meio de um arquivo, capaz de gerar comprovantes falsos semelhantes aos verdadeiros. “As vezes eram comprovantes do banco Inter e outros do banco Itaú. Sempre para a compra de produtos como coxinha, refrigerantes, outros salgados”, disse o comandante.
A Guarda Municipal foi acionada e acompanhou parte da ocorrência e das reuniões realizadas pela escola. “A escola fez duas reuniões com os próprios alunos, com os pais deles e com a guarda municipal. Além de nove envolvidos confessarem o caso, eles mesmos indicaram outros nomes. Até o momento são 13 envolvidos. E um deles era como se fosse o ‘líder’ do esquema”, explicou.
Ainda segundo a guarda municipal, um vídeo gravado pelos próprios alunos foi apresentado aos responsáveis. Nas imagens, haviam instruções sobre como realizar a fraude.
Prejuízo
A escola acredita que o esquema acontecia desde maio, por cerca 67 dias. O cálculo inicial aponta um prejuízo médio de R$ 100 por dia, chegando aos R$ 6,7 mil. O valor, no entanto, ainda deve passar por conferência e auditoria. “Na primeira reunião os pais dividiram o valor pra ressarcir o caixa da escola, mas como os próprios alunos indicaram outros nomes, os valores foram devolvidos”, comentou o comandante.
Com o aumento do número de possíveis envolvidos, a direção decidiu reavaliar tanto o valor do prejuízo quanto a divisão do ressarcimento. “Por esse motivo, a direção preferiu transferir o caso à Policia Civil, para investigar.
A escola informou que está prestando assistência aos estudantes e seus responsáveis e que deverá concluir a apuração interna para identificar o valor exato do prejuízo e todos os envolvidos. Também está prestando auxílio psíquico pedagógico aos parentes e outros alunos.
O BHAZ entrou em contato com a Polícia Civil de Minas Gerais para saber mais detalhes sobre a investigação, além da Prefeitura de Santa Luzia para entender quais providências serão tomadas. A matéria será atualizada assim que houver retorno.












