Vegano, engenheiro morre ao recusar vacinas contra Covid testadas em animais

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Em sua casa, na Pensilvânia, o homem cuidava de seis cães e gatos resgatados (Emma Steel/SWNS)

Um homem de 54 anos morreu de Covid-19 no último dia 16, depois de passar duas semanas intubado com a doença. Vegano, Glynn Steel chegou a recusar as vacinas contra a doença após ler que as farmacêuticas Pfizer-BioNTech, Moderna e Johnson & Johnson haviam testado os imunizantes em animais.

O homem, que trabalhava como engenheiro, cuidava de seis cães e gatos resgatados em sua casa, na Pensilvânia. Segundo a esposa dele, ao ser internado, ele chegou a pedir para tomar a vacina.

“Ele era uma alma muito gentil, ele era um vegano e não queria a vacina Covid porque ela foi testada em animais. Ele implorou pela vacina quando estava na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), antes de entrar no aparelho de suporte à vida, mas eles disseram que era tarde demais”, conta contou Emma Steel, ao jornal The Sun.

Bastante abalada, a mulher ainda lembra sua última conversa com o marido. “A última coisa que Glynn me disse foi ‘Nunca me senti tão mal, gostaria de ter tomado a vacina’. Foi de partir o coração”, lamentou.

‘Insisto para que tomem a vacina’

A mulher, ​​de 50 anos, conta que tomou as duas doses da vacina e que, após a perda do marido, sua missão tem sido convencer as pessoas a se imunizarem também. “Insisto para que todos que conheço tomem a vacina”, disse ela.

“Eu tenho chorado até ficar desidratada todas as noites, deixando as lágrimas rolarem como um rio pela manhã e acordando no meio da noite chorando. Foi triste que dizer às pessoas que o amavam que nunca mais o veriam de novo, e ver essa dor nelas”, lamenta.

‘Fiquei com ele até o fim’

Glynn apresentou sintomas gripais em outubro e o que aparentemente era só um “resfriado” foi piorando gradualmente, até que ele testou positivo para Covid-19 no fim daquele mês. Por não estar imunizado, a doença avançou rapidamente e ele precisou ser hospitalizado no dia 2 de novembro.

“Ainda não sei como o coloquei no carro. Ele era tão pesado que não consegui nem empurrá-lo em uma cadeira de rodas no hospital. Eventualmente, um rapaz apareceu e se ofereceu para ajudar. Ele estava lá porque sua mãe também não estava bem e também não conseguiu uma ambulância”, relembra Emma.

O engenheiro logo foi encaminhado para uma UTI e no dia 10 ele foi ligado em aparelhos, pois ficaria em coma induzido. Seis dias depois, ele faleceu.

“Eu estava com ele quando ele morreu. Eu estava usando um kit completo de EPI, então não pude tocá-lo, mas eles tocaram sua música favorita dos Sex Pistols e eu fiquei com ele até o fim. Sentirei para sempre saudades de nossa amizade, nossa parceria, nosso amor e nossa conexão um com o outro”, lamenta a esposa.

Edição: Roberth Costa
Larissa Reislarissa.reis@bhaz.com.br

Estudante de jornalismo na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e repórter do BHAZ desde 2021. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog.

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