Polícia britânica alerta que placa de trânsito ‘não vai levar’ população para Round 6: ‘Apenas orientações’

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Placa de trânsito tem a mesma sequência de símbolos presente em ‘Round 6’ (Reprodução/@tvprp/Twitter)

A polícia britânica avisou, nas redes sociais, que uma placa de trânsito não levava para a série “Round 6”. Isso porque o sinal presente na estrada possui os mesmos símbolos do jogo que faz parte da atração da Netflix, sendo um triângulo, um quadrado e um círculo. A série sul-coreana tem feito bastante sucesso mundialmente, principalmente nas redes sociais.

“Boa noite a todos, podemos confirmar que, seguindo esta sinalização no trevo da M4 em Thames Valley não vai te levar à popular série da Netflix ‘Round 6’. São apenas orientações para rotas de desvio durante as obras… ufa!”, escreveu o departamento de polícia.

Na foto compartilhada pela polícia, é possível ver a placa com os mesmos sinais que representam o jogo presente na série Round 6. Os participantes da ficção expõem suas vidas no game para tentarem ficar milionários no final. Confira a publicação:

‘Não escolhemos o guarda-chuva’

Nos comentários, um internauta brincou, dizendo que o departamento da polícia poderia ter seguido aquele caminho, ao que a corporação respondeu, fazendo menção à série: “Nós podemos ter passado, mas nós nos certificamos de não escolher o guarda-chuva!”.

Série tem impactos negativos em crianças

Devido ao estrondoso sucesso de Round 6, a série acabou atingindo o público infantil, embora sua classificação indicativa seja para a partir dos 16 anos. Isso tem despertado uma preocupação em relação às crianças, por conta do conteúdo violento presente na trama.

Segundo o psicanalista ouvido pelo BHAZ Eduardo Lucas Andrade, a violência explícita presente na série pode causar impactos “incomensuráveis” na vida das crianças e adolescentes. “Cada uma reagirá de um modo”, diz o especialista.

Entretanto, “sem orientação, esses perigos se adentram e atravessam a saúde mental podendo gerar medos, ansiedades, inseguranças, incompreensões e reações agressivas”, completa. “É difícil para uma criança, até mesmo para um adulto, lidar com tanta violência gratuita”, afirma Eduardo (leia a reportagem completa aqui).

Edição: Vitor Fernandes
Andreza Miranda
Andreza Mirandaandreza.miranda@bhaz.com.br

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

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