O primeiro do conclave — processo de votação que elegerá o novo Papa — terminou com fumaça preta saindo da Capela Sistina, no Vaticano, sinalizando que ainda não houve consenso entre os cardeais sobre a escolha do novo pontífice.
O resultado já era esperado, uma vez que nunca na história a escolha de um novo pontífice foi decidida na primeira votação. A escolha mais rápida ocorreu em 1939, quando, no terceiro escrutínio, o Papa Pio Pio XII foi eleito. Os especialistas explicam que, geralmente, essa primeira rodada tem votos de “respeito” e “amizade”, sendo mais simbólica do que efetiva.
Para que um candidato seja eleito no conclave, é necessário o apoio de dois terços dos 133 cardeais — ou seja, 89 votos —, o que exige tempo e articulação entre os eleitores.
Quando um novo papa é escolhido, o fim da eleição é anunciado pela fumaça branca. Tanto a fumaça branca quanto a preta são produzidas pelo Vaticano pela queima das cédulas de votação dos cardeais.
A partir desta quinta-feira (8), as votações podem ocorrer em até quatro turnos por dia, com até duas emissões de fumaça. O segundo dia costuma ser decisivo — nos dois últimos conclaves, a escolha do novo papa aconteceu nessa fase.
Quinta (8/5) – segundo dia de conclave
- Por volta das 5h30: Primeira votação do segundo dia. Se o papa for escolhido, será anunciada com fumaça branca. Caso contrário, não haverá emissão de fumaça.
- Por volta das 7h: Segunda votação do dia. Se houver definição, a fumaça branca sairá da chaminé da Capela Sistina. Se não, será emitida fumaça preta.
- Por volta das 12h30: Terceira votação do dia. Caso o novo papa seja eleito, haverá fumaça branca. Caso contrário, nenhuma fumaça será liberada.
- Por volta das 14h: Quarta e última votação do dia. Se houver consenso, a fumaça branca indicará a escolha. Se não, sairá fumaça preta da chaminé da Capela Sistina.










