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Liminar da Justiça autoriza volta das atividades de mineradora na Serra do Curral, em BH

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PBH já estuda caminhos para recorrer à decisão (Luiz Santana/ALMG)

A Justiça derrubou a restrição que interditava as atividades de mineração na Mina Corumbi, na Serra do Curral, patrimônio paisagístico de Belo Horizonte. A decisão do juiz Thiago Grazziane Gandra, da 1ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública Municipal de BH, permite a retomada das operações, mesmo após suspensão estabelecida pela Prefeitura da capital em 15 de maio.

O magistrado deferiu o pedido liminar de um mandado de segurança interposto pela mineradora. Em nota enviada ao BHAZ, a PBH afirmou que “está estudando medidas judiciais que podem ser tomadas” e deve recorrer à decisão.

Relembre

Em 15 de maio deste ano, a Prefeitura de Belo Horizonte realizou operação de fiscalização na Mina Corumi, na Serra do Taquaril, que resultou na interdição total da área e suspensão imediata das atividades realizadas pela Mineração Pau Branco Ltda (Empabra). A área vinha sendo monitorada pelo município e, por vistoria, constatou-se movimentação ilegal de veículos no local.

A ação da prefeitura foi motivada por denúncias de moradores da região sobre movimentação de caminhões. Na vistoria, os agentes constataram que a empresa estava escoando minério sem o devido licenciamento ambiental (tanto estadual, quanto municipal).

Anteriormente, em 6 de maio, a PBH já havia realizado outra vistoria, quando foi constatada a retirada de minério fino depositados em pilhas, desassoreamento das estruturas de drenagem (sumps), retirada de minério em taludes conformados, com possíveis avanços em terreno natural (minério in situ) e indícios de atividade de lavra, além de transporte.

Da nova decisão

Na decisão última, Thiago Gandra alegou, sobre a fiscalização da PBH na mina em 15 de maio, que “não é possível afirmar com clareza que a impetrante estaria realizando atividades de lavra, retirada de minério final e transporte em o devido licenciamento ambiental, conforme argumentado pela Chefia de Gabinete da Secretaria Municipal de Meio Ambiente”.

“Quanto ao pedido para que lhe seja possibilitado a continuidade das medidas urgentes consubstanciadas na retirada de pilhas de minério e da limpeza dos sumps, acaso devidamente autorizado pela Agência Nacional de Mineração, caberá ao Município de Belo Horizonte, ao Estado de Minas Gerais e à União, a fiscalização destas atividades, nos termos da autorização já concedida”, destacou o magistrado.

Ainda na época da interdição, a Empabra afirmou que “não realiza nenhuma atividade que exija licenciamento ambiental ou autorização municipal”. E destacou que “suas operações estão paralisadas desde 2018 e assim permanecerão até que todas as autorizações para o fechamento definitivo da mina, seu único objetivo, sejam obtidas”.

O BHAZ solicitou novo posicionamento da mineradora sobre a decisão atualizada. Tão logo haja resposta, a matéria será atualizada.

Thiago Cândido

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Minas Gerais. Colunista no programa Agenda da Rede Minas de Televisão. Estagiário do BHAZ desde setembro de 2023.

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