A Justiça concedeu medida protetiva de urgência a uma artesã de 58 anos que relata ter sido agredida pelo fisiculturista Luiz Moreira, de 38, durante uma confusão em um condomínio no bairro Salgado Filho, na região Oeste de Belo Horizonte. A decisão foi tomada no último sábado (5).
Entre as medidas determinadas pela Justiça estão a proibição de Luiz e da influencer Lina Raquel, de 34 anos, se aproximarem de Élvia a menos de 250 metros, além de não frequentarem a residência e o local de trabalho dela. O casal também está proibido de manter qualquer tipo de contato com a mulher, por qualquer meio de comunicação.
Segundo Daniel Carvalho, advogado de Élvia, ela ainda está bastante abalada após o episódio. De acordo com ele, a mulher está com o dedo quebrado e apresenta vários hematomas pelo corpo.
Casal passou por audiência de custódia
Luiz Moreira e Lina Raquel passaram por audiência de custódia na manhã de sábado (5), no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). O casal havia sido preso em flagrante após a confusão no condomínio.
Durante a audiência, a prisão em flagrante de Luiz foi convertida em preventiva. Já Lina recebeu liberdade provisória, sem necessidade de pagamento de fiança.
Segundo a decisão judicial, a mulher deverá cumprir medidas cautelares, como comparecer aos atos da futura ação penal, comunicar à Justiça qualquer mudança de endereço e não frequentar ou entrar no condomínio onde ocorreram os fatos.
Os dois são investigados por crimes como lesão corporal, dano, violação de domicílio e ameaça.
Entenda o caso
A confusão aconteceu no dia 2 de setembro e teria começado após uma discussão envolvendo o acesso à garagem e vagas do condomínio.
Segundo Élvia, Luiz não era mais morador do prédio, mas teria ido ao local e se irritado com um carro estacionado em uma vaga que ele considerava ser dele. A artesã conta que tentou impedir a entrada do homem na garagem.
Ainda segundo o relato dela, Luiz danificou os dois retrovisores do carro e a agrediu fisicamente durante a discussão.
Élvia sofreu uma fratura no dedo indicador da mão esquerda e precisou ser atendida em um hospital. Ela também passou por exame de corpo de delito no Instituto Médico-Legal (IML).
Outras duas moradoras também relataram terem sido agredidas ao tentar intervir na situação.
Artesã diz ter sido ameaçada de morte
Após o episódio, Élvia contou ao BHAZ que está com medo de sair sozinha. Segundo ela, o fisiculturista teria dito que voltaria ao condomínio para matá-la.
“Ele falou que vai voltar aqui e vai me matar. Eu estou com muito medo”, relatou.
A artesã afirma ainda que havia registrado um boletim de ocorrência contra Luiz um dia antes da agressão, após ter sido ameaçada.
O caso é investigado pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG).








