Antes de ser morta pelo próprio filho em um apartamento, no bairro Nova Cachoeirinha, na região Noroeste de Belo Horizonte, Jussara Maria Rodrigues da Cruz, de 54 anos, teria suplicado pela própria vida ao implorar: “Não faz isso não, filho, eu te amo!”. O relato teria sido feito por uma uma vizinha aos policiais, o que torna o crime ainda mais impactante. De acordo com a Polícia Militar, o corpo da vítima foi encontrado decapitado.
De acordo com a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), que atendeu à ocorrência por volta das 9h, vizinhos sentiram falta da vítima havia três dias e acionaram os militares. Ao chegarem no local, encontraram o filho da mulher, de 27 anos, dentro do apartamento. Ele confessou o crime.
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O Sargento Gleidson Wellys, que atendeu a ocorrência, definiu o crime como algo bárbaro e declarou que nunca viu nada parecido. “Eu já passei por cidades violentas e nunca me deparei com essa situação. Filho matar a mãe nessa violência toda?”, disse em entrevista e ainda completou, afirmando que ficou chocado com o que viu: “Não vou mentir, fiquei chocado! Do jeito que ela [a vítima] estava lá, eu assustei. Nesses 20 anos de polícia, nunca vi tanta violência contra uma mulher”.
Apartamento estava trancado com suspeito dentro
Nesta segunda, ao chegarem no local, os policiais encontraram a porta do apartamento trancada e um completo silêncio no interior do imóvel. Foi preciso arrombar a porta e, ao entrarem, encontraram o suspeito sentado na sala, sem camisa. O corpo da vítima estava em um um dos quartos. O rapaz teria usado uma faca para cometer o crime.
Os vizinhos também relataram que o suspeito sofre de esquizofrenia. A PM informou que o filho demonstrou frieza ao falar sobre o que fez com a mãe. Ele teria retornado de Portugal há cerca de seis meses e vinha tentando obrigar a mulher a sair do apartamento.
O filho confessou aos policiais que matou a própria mãe. Além de ser decapitada, a vítima sofreu múltiplas perfurações pelo corpo. Uma equipe da perícia da Polícia Civil esteve no local e a causa e as circunstâncias do crime serão investigados.
O homem foi detido pela PMMG e encaminhado ao Hospital Odilon Behrens, onde recebe atendimento médico. O corpo da mulher foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal Dr André Roquette (IML), onde será submetido a exames.
A causa e as circunstâncias da crime serão investigadas pela PC.








