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Minas Gerais é vice-líder em denúncias de retaliação política no trabalho após as eleições, com 251 casos

28/10/2026 às 15h02
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(Tânia Rêgo/Agência Brasil)

As denúncias de retaliação política no ambiente de trabalho continuam crescendo em todo o país após as eleições. Minas Gerais aparece em segundo lugar no ranking nacional de denúncias recebidas pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), com 251 registros até a manhã desta quarta-feira (28), atrás apenas de São Paulo, que contabiliza 471 casos.

Em todo o Brasil, o órgão recebeu 2.595 denúncias no período contabilizado. Desse total, mais de 600 novos registros foram feitos entre as 23h59 de domingo (25) e o meio da manhã desta quarta-feira (28). Em Minas Gerais, o aumento foi de quase 40 denúncias em apenas dois dias, segundo os dados divulgados pelo MPT.

Os números refletem relatos de trabalhadores que afirmam ter sofrido ameaças, discriminação, perseguição ou demissão por causa do candidato escolhido nas urnas.

Além de Minas Gerais e São Paulo, outros estados também registram números expressivos de denúncias. O Paraná aparece na terceira posição, com 239 casos, seguido pelo Rio de Janeiro, com 196. Santa Catarina contabiliza 134 registros, enquanto o Rio Grande do Sul tem 132. O Distrito Federal soma 115 denúncias, e o Pará, 106. A Bahia aparece com 103 casos, enquanto Goiás registra 95.

Ainda de acordo com o MPT, a capital mineira lidera o ranking de denúncias em Minas Gerais, com 103 registros, seguido por Uberlândia, no Triângulo Mineiro, com 44 denúncias e em terceiro lugar, Divinópolis, no Centro-Oeste, com 24 denúncias.

Os dados reforçam a dimensão nacional do problema e o aumento das queixas encaminhadas ao Ministério Público do Trabalho nos dias seguintes à votação.

Entre os casos que chegaram ao MPT em Minas Gerais e já estão sob investigação, há denúncias de práticas discriminatórias no acesso ao emprego e na contratação de funcionários e prestadores de serviços por motivo de convicção política.

O órgão também recebeu relatos sobre publicações nas redes sociais que, segundo as denúncias, incentivam a não contratação de trabalhadores que votaram no candidato vencedor das eleições. As mensagens teriam alcançado um grande número de pessoas.

Outra frente de investigação envolve queixas de demissões motivadas pelo posicionamento político dos trabalhadores.

As denúncias estão sendo apuradas pelo Ministério Público do Trabalho, que busca verificar a ocorrência de irregularidades nas relações de trabalho.

Trabalhadores que sofrerem ameaças, constrangimentos, perseguições, discriminação ou demissões relacionadas à escolha política podem apresentar denúncia ao Ministério Público do Trabalho.

O assédio eleitoral no trabalho ocorre quando empregadores ou outras pessoas ligadas ao ambiente profissional tentam interferir na liberdade de escolha política dos trabalhadores, por meio de ameaças, pressão ou retaliação.

As denúncias podem ser feitas pelos canais oficiais do MPT, inclusive pela internet. O registro permite que o órgão analise os relatos e adote as providências cabíveis quando houver indícios de irregularidades.

Asafe Alcântara

Coordenador de mídias digitais e repórter, no BHAZ, desde setembro de 2021. Atualmente concilia como repórter na Record TV Minas. Jornalista graduado pelo UNI-BH, com experiência em redações de veículos de comunicação, como RedeTV! BH, TV Band Minas, TV Alterosa, TV Anhanguera (afiliada Globo GO), TV Justiça e CNN Brasil.
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Asafe Alcântara

Email: asafe.alcantara@bhaz.com.br

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