A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) apresentou, nesta quinta-feira (26), um balanço das investigações sobre o acidente que matou 41 pessoas na BR-116 em Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri. Segundo a corporação, nenhuma linha de apuração é descartada e não há previsão para a conclusão do laudo pericial.
Na tarde de hoje, a rodovia foi fechada para a realização de um mapeamento virtual na cena do acidente com um scanner 3D. O equipamento utiliza feixes de laser e fotografias para reconstruir o espaço no computador. De acordo o perito criminal André Godoy, o scanner permitirá a criação de uma reprodução virtual detalhada da cena do acidente.
“Hoje trouxemos o scanner 3D para fazer o mapeamento virtual, tridimensional da cena do crime, para poder fazer um processamento posterior com simulações e medições do acidente”, explicou o perito.
Os policiais informaram ainda que, até o momento, foram realizadas perícias nos veículos, análises de câmeras de segurança, oitivas dos envolvidos, e exames toxicológicos do motorista do caminhão envolvido na batida. A perícia também trabalha na identificação dos corpos.
“Hoje foi mais um desdobramento com essa pericia qualificada, para entregar um inquérito policial robusto para o Poder Judiciario. Hoje nossa função está voltada para a produção de provas que visam o esclarecimento desse trágico acidente. O nosso objetivo é saber exatamente qual foi a dinâmica desse acidente”, pontuou Amaury Albuquerque, chefe Departamento de Policia de Teófilo Otoni.
Questionado sobre as causas do acidente, o delegado disse que nenhuma linha de investigação pode ser descartada e que ainda é cedo para confirmar o que deu início à colisão. Hoje as principais suspeitas são de que a pedra carregada pela carreta tenha se desprendido e rolado para fora do veículo. Há ainda a hipótese de que o pneu do ônibus tenha estourado.
Ainda conforme Amaury, não há prazo para a conclusão do inquérito: “Não temos pressa, e sim uma necessidade de detalhar o que aconteceu ali”. Outras testemunhas envolvidas no acidente devem ser ouvidas no decorrer dos próximos dias.
Corpos identificados
A PCMG também atualizou o número de corpos identificados: o número subiu para 16, enquanto 14 foram retirados do IML (Instituto Médico Legal) pelos familiares.
De acordo com o perito criminal Felipe Dapieve, 13 vítimas foram identificadas por meio das digitais, e três com a ajuda de registro de arcada dentária. O DNA dos demais passageiros foi coletado e enviado ao banco nacional para comparação.
“Reforçamos a importância dos familiares que ainda não tenham coletado [o DNA] que procurem algum banco no seu próprio estado, porque isso acelera o processo de identificação”, disse.
O atendimento aos familiares continua a ser realizado pela assistência social do Instituto Médico Legal Dr. André Roquette (IMLAR), pelo telefone: (31) 3379-5059.












