Uma adolescente de 15 anos está desaparecida desde sábado (5), no Morro das Pedras, na região Oeste de Belo Horizonte. Camille, que é criada pela avó desde os seis meses de vida, saiu de casa por volta das 14h para tomar sorvete e não retornou.
Segundo a tia da adolescente, Camille mora com a avó e informou que sairia para tomar sorvete. A familiar contou que a avó chegou a orientá-la a ir depois para a casa da mãe, que também mora na região, mas a adolescente não apareceu no endereço.
Ainda conforme a tia, Camille saiu de casa com o celular e um carregador. A última visualização do telefone foi registrada por volta das 14h. Segundo a familiar, o aparelho foi desligado ainda no portão da residência.
“Ela simplesmente não tem costume de fazer isso”, afirmou a familiar.
A família registrou um boletim de ocorrência e continua realizando buscas para tentar localizar a adolescente. O caso também foi divulgado nas redes sociais para tentar obter informações que possam ajudar a encontrar Camille.
O BHAZ procurou a Polícia Civil de Minas Gerais para confirmar o registro da ocorrência e obter mais informações sobre as buscas e a investigação. A reportagem aguarda retorno.
Quem tiver informações, pode ligar para os números 181 ou 190.
Desaparecimentos em Minas
O desaparecimento de Camille ocorre em meio a um cenário de aumento nos registros de pessoas desaparecidas em Minas Gerais. No primeiro semestre de 2026, o estado registrou 4.864 desaparecimentos, segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública. O número é o maior registrado em um primeiro semestre nos últimos dez anos e representa uma alta de 14% em relação à média dos primeiros semestres entre 2017 e 2025.
Considerando apenas os primeiros semestres de 2017 a 2026, Minas Gerais soma 39.588 registros de pessoas desaparecidas, o equivalente a uma média de 22 casos por dia. Ao todo, nos últimos dez anos, foram registrados 76.585 desaparecimentos no estado.
Minas é o segundo estado brasileiro com mais registros de desaparecimento em 2026, atrás apenas de São Paulo, que contabilizou mais de 10 mil casos no mesmo período.
Registro imediato
A legislação brasileira determina que o registro do desaparecimento e o início das buscas sejam feitos imediatamente, sem necessidade de esperar 24 horas. A orientação é procurar a delegacia mais próxima assim que o desaparecimento for percebido e fornecer o máximo possível de informações sobre a pessoa, como nome completo, idade, características físicas, roupas usadas e circunstâncias do desaparecimento.








