A aeronave Pegasus 17, da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), que caiu entre Ipatinga e Santana do Paraíso, no Vale do Aço, na tarde desta sexta-feira (9), era responsável pelo transporte de órgãos para transplantes no estado. Durante coletiva de imprensa, o diretor de Comunicação Organizacional da corporação, coronel Flávio Santiago, se emocionou ao lamentar a morte dos três tripulantes da aeronave e destacar a atuação da equipe no salvamento de vidas.
Segundo o coronel, o trabalho dos profissionais foi fundamental para a realização de transplantes em Minas Gerais. Ao falar sobre a atuação da equipe, ele destacou que a aviação policial já realizou mais de 2 mil transportes de órgãos e ressaltou a importância do tenente-coronel Silvestre para esse trabalho.
Visivelmente emocionado, Santiago lamentou a perda dos militares e destacou o papel da aviação da PMMG tanto no apoio às operações policiais quanto no atendimento a ocorrências de grande impacto no estado.
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“A corporação está em luto, como eu falei, perdemos três asas indomáveis, pessoas que faziam trabalho importantíssimo. A atividade policial militar aérea é extremamente necessária pro apoio terrestre, como também pro salvamento de vidas”, afirmou.
Durante a coletiva, o coronel também informou que a Polícia Militar mobilizou uma força-tarefa para oferecer acolhimento psicológico aos familiares das vítimas. Segundo ele, os parentes que já haviam sido comunicados sobre as mortes estavam recebendo apoio da corporação.
“Todos os familiares que já foram avisados estão, neste instante, sendo acolhidos pela nossa corporação”, declarou.
Acidente ocorreu durante voo de rechecagem
A aeronave modelo Pegasus 17 decolou do hangar da PMMG entre 15h e 16h de quinta-feira (8), com destino a Ipatinga, para um voo de rechecagem anual de habilitação. O procedimento, segundo o coronel, é necessário para avaliar as competências dos pilotos e confirmar que estão aptos a realizar manobras e cumprir trajetos determinados.
Por volta das 16h15, o Corpo de Bombeiros foi acionado para atender à ocorrência. A aeronave caiu em um lote na cabeceira da pista do Aeroporto de Ipatinga, localizado em Santana do Paraíso. As equipes da Polícia Militar e dos Bombeiros chegaram ao local, mas encontraram os tripulantes sem sinais vitais.
Morreram no acidente o tenente-coronel Silvestre, de 49 anos, instrutor com mais de 5 mil horas de voo; a tenente Emília; e a tenente Alice, ambas na faixa dos 33 a 34 anos e com cerca de 300 horas de voo cada. Silvestre deixa esposa e três filhos, enquanto Emília era mãe de duas crianças pequenas.
A investigação está a cargo do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). Peritos da Polícia Civil e da Aeronáutica foram ao local, que foi isolado para os trabalhos técnicos.
A comandante-geral da PMMG, coronel Cleide, e o chefe do Estado-Maior, coronel Sandro, foram ao local para acompanhar os trabalhos. Paralelamente, a Diretoria de Proteção Social da corporação mobilizou equipes para prestar apoio aos familiares dos tripulantes.










