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Ana Elisa expõe as ameaças de estupro em resposta às críticas sobre escolta policial

07/11/2026 às 13h14 - Atualizado em 07/11/2026 às 13h21
Ana Elisa expõe ameaças de estupro e morte após críticas à escolta policial
(Reprodução/Redes Sociais + Gabriel Paiva/PT)

A deputada federal eleita Ana Elisa (PT), de 21 anos, expôs as ameaças de violência sexual e morte que vem recebendo desde o primeiro turno das eleições, após questionamentos sobre a escolta policial que a acompanha. Em vídeo publicado nas redes sociais, a futura parlamentar leu o conteúdo de um e-mail com ameaças racistas e misóginas e afirmou que também recebe mensagens de intimidação pelas redes sociais.

A manifestação ocorreu após uma influenciadora criticar a presença de policiais na porta da casa da deputada. No vídeo, a mulher questiona a necessidade de uma escolta individual e acusa Ana Elisa e setores da esquerda de serem contrários ao policiamento, mas recorrerem à proteção policial quando se sentem ameaçados.

Em resposta, a parlamentar afirmou que nunca se posicionou contra o policiamento, mas, sim, contra a violência policial. Ela também criticou a divulgação de informações que classificou como falsas sobre suas posições políticas.

Ataques e intimidações

Durante o pronunciamento, Ana Elisa leu trechos de um e-mail assinado por um homem identificado como Pedro. Na mensagem, o autor ameaça estuprar e matar a deputada, além de fazer referências racistas à cor da pele dela e à atuação política no Congresso.

O texto também descreve supostos planos de invasão à residência e agressão física. “Esse é o e-mail mais leve que eu recebo”, afirmou a parlamentar ao mostrar a mensagem. Ela disse ainda que recebe outras ameaças por e-mail e pelas redes sociais.

Ana Elisa também relatou que, dois dias antes da publicação do vídeo, um jornalista foi até a porta de sua casa e filmou o imóvel e a escolta policial. Segundo ela, a exposição ocorreu em meio à circulação de críticas sobre a segurança que recebe.

A deputada afirmou que não gostaria de viver sob proteção policial e que a situação tem afetado sua liberdade. “Eu tenho 21 anos. Eu queria estar vivendo essa fase juvenil e eu não posso”, disse. Ela também declarou que gostaria de poder sair de casa sem precisar informar à escolta para onde vai.

Ao responder às críticas, Ana Elisa pediu que as pessoas questionem o autor das ameaças sobre os motivos das intimidações, em vez de responsabilizá-la por precisar de proteção. A parlamentar afirmou que não deseja que outras mulheres, mesmo aquelas com opiniões políticas diferentes, passem pela mesma situação.

“Eu não desejo nem para ela, nem para nenhuma mulher neste mundo que passe pelo que eu tô passando, independentemente das suas opiniões políticas e ideológicas”, declarou.

Escolta policial

Na última quarta-feira (4), Ana Elisa comentou sobre ter que contar com escolta da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) após receber ameaças de morte e violência sexual. A medida foi determinada pela Justiça. Durante viagens, a proteção fica a cargo da Polícia Militar Rodoviária (PMRv).

Na ocasião, a deputada eleita afirmou que recebe, em média, três ameaças por dia desde o primeiro turno das eleições de 2026. Em entrevista à revista Marie Claire, ela explicou que parte das intimidações é identificada e monitorada a partir de seu perfil no Instagram, enquanto outras chegam diretamente por e-mail.

As ameaças também foram denunciadas durante a campanha eleitoral. Na época, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) foi acionado para acompanhar o caso e articular medidas de proteção por meio do Programa Estadual de Proteção de Minas Gerais.

Raul Costa

Graduando em Jornalismo pela UFMG e estagiário no BHAZ. Gosto jornalismo cultural, cultura pop e tudo que envolve contar boas histórias.

Raul Costa

Email: raul.gomes@bhaz.com.br

Estagiário do BHAZ

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