Beatriz Vitória Aparecida Neves Mota, de 27 anos, encontrada morta em Jaboticatubas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte poderia estar grávida de três meses. A informação foi revelada pelo irmão da jovem, segundo relato feito durante o trabalho de buscas. O corpo foi encontrado na tarde dessa quarta-feira (21), em uma cova rasa, num terreno aberto na região conhecida como Condomínio Reserva Real, também chamada de Condomínio dos Portugueses.
O ex-namorado de Beatriz, Samuel Melo, de 18 anos, e a atual namorada dele, Carla Luiza, de 23, são os principais suspeitos do crime. Os dois teriam indicado aos policiais o local onde o corpo estava enterrado.
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Familiares e amigos acompanharam a movimentação policial no local. Uma sandália e uma capa de celular também foram encontradas na área. A descoberta ocorreu quase duas semanas depois do desaparecimento da jovem, que não era vista desde a noite de 9 de outubro.
Como o corpo de Beatriz Vitória foi encontrado
A polícia chegou ao terreno no início da tarde de quarta-feira (21). Segundo informações apuradas no local, Samuel e Carla teriam indicado aos investigadores o ponto exato onde Beatriz foi enterrada. A área fica a cerca de 30 minutos do bar no bairro Bom Jesus, em Jaboticatubas, onde a jovem foi vista pela última vez.
A vítima estava com as mãos amarradas com uma espécie de arame. Ainda segundo familiares, um produto ácido e corrosivo foi jogado sobre o corpo antes de ele ser enterrado no terreno plano e descampado.
Os dois suspeitos foram levados, no começo da noite, para a Divisão de Referência da Pessoa Desaparecida (DRPD), em Belo Horizonte.
O que aconteceu na noite do desaparecimento
Beatriz Vitória desapareceu na noite de 9 de outubro, depois de sair para conversar com ocupantes de um carro prata que se aproximou do bar onde ela estava com três amigos, no bairro Bom Jesus, em Jaboticatubas.
De acordo com o boletim de ocorrência, a jovem disse aos colegas que, se não voltasse em dez minutos, algo teria acontecido com ela. Testemunhas relataram à polícia que as pessoas que estavam no veículo insistiram para que ela entrasse no carro. Depois disso, Beatriz não foi mais vista.
Desde o desaparecimento, familiares e amigos participaram das buscas, inclusive em áreas de mata fechada. A investigação mobilizou equipes das delegacias de Jaboticatubas e da Regional de Santa Luzia, além da Delegacia Especializada Antissequestro (DAS), ligada ao Departamento Estadual de Operações Especiais (Deoesp).
Na manhã de quarta-feira, a Polícia Civil anunciou que a DRPD havia assumido o caso. Horas depois, o corpo foi encontrado.
Histórico de ameaças
Durante as investigações, familiares relataram que Beatriz teria sido agredida pelo ex-namorado durante o relacionamento, que durou cerca de dois meses. Após o término, a irmã mais nova da jovem teria recebido mensagens ameaçadoras enviadas por um perfil falso no Instagram.
O ex-namorado já havia sido ouvido pela polícia e retornou à unidade policial em 15 de outubro, permanecendo no local durante a tarde. Conforme informações divulgadas anteriormente, ele e a atual companheira teriam assinado um termo se comprometendo a não deixar a cidade.
O que falta esclarecer
A Polícia Civil ainda precisa esclarecer as circunstâncias da morte de Beatriz Vitória, em Jaboticatubas, e a participação de cada um dos suspeitos. A informação sobre a possível gravidez foi relatada por familiares e ainda depende de confirmação.
A identificação oficial do corpo e a determinação da causa da morte dependem dos exames periciais realizados pelo Instituto Médico-Legal (IML), em Belo Horizonte. A investigação segue em andamento.
Familiares e amigos de Beatriz cobram justiça pelo caso.









