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Caso Evellyn: ex-marido queria cegar Ketlyn após ordenar morte do namorado dela

27/08/2026 às 13h09
Ketlyn foi morta a mando do ex

O ex-marido de Ketlyn Oliveira, morta brutalmente em junho de 2023, na Grande BH, queria cegá-la. A represália foi planejada porque ela vinha fazendo denúncias públicas contra ele e outros envolvidos após ele ter ordenado a morte do então namorado dela. Antes de arquitetar essa retaliação, o mesmo ex-marido, pai de Evellyn Jasmin Machado Acacio, já havia determinado que Ketlyn fosse sequestrada e tivesse as duas pernas quebradas. Agora, mais de três anos depois, a Polícia Civil de Minas Gerais confirmou que a filha do casal, sequestrada em junho de 2023, foi morta.

O caso é tratado pelos investigadores como um crime brutal cometido sob mando do pai da criança. Além da morte de Evellyn, o episódio envolveu os assassinatos de Ketlyn Oliveira e da cabeleireira Ana Raquel.

Origem da violência

Segundo a investigação da Polícia Civil, Ketlyn havia iniciado um novo relacionamento quando seu ex-marido, pai de Evellyn, não se conformou com o término da relação anterior entre eles. Ele foi apontado como envolvido no homicídio do então namorado de Ketlyn. Diante disso, ela passou a fazer denúncias públicas contra o ex e contra outros envolvidos no crime.

Como retaliação às denúncias, o ex-marido determinou que Ketlyn fosse sequestrada e tivesse as duas pernas quebradas. Posteriormente, chegou a planejar “cegá-la” por causa das revelações que ela vinha tornando públicas.

Antes de ser morta, a mãe publicou um vídeo nas redes sociais ao lado da filha, pedindo ajuda por meio de uma “vaquinha virtual” para que as duas pudessem se mudar para o Rio de Janeiro, alegando não aguentar mais as ameaças que vinha recebendo.

Como o crime foi executado

De acordo com a investigação, um dispositivo de rastreamento foi instalado no carro de Ketlyn. Os criminosos passaram a segui-la e a localizaram em um salão de beleza em Sabará. Ana Raquel, a cabeleireira, tentou impedir a ação e levou uma marretada na cabeça.

Os três criminosos colocaram Ketlyn, Evellyn e Ana Raquel dentro do veículo. Durante o trajeto, Ketlyn conseguiu abrir a porta e pulou do carro em movimento. Os criminosos retornaram ao local, dispararam contra ela e a deixaram morta na rua. Ana Raquel foi assassinada quilômetros adiante. O veículo usado no crime foi posteriormente abandonado na BR-040, em Contagem.

A morte de Evellyn

Os criminosos levaram Evellyn para um sítio alugado no distrito de Ravena, em Caeté, onde a mantiveram por um período limitado. Como a criança conhecia os três autores do crime, chegando a chamar um deles de “tia”,, eles decidiram executá-la. No dia seguinte, segundo os investigadores, Evellyn foi morta e seu corpo jogado em uma área de mata na região. Depois disso, os criminosos retornaram a Belo Horizonte, lavaram o veículo utilizado no crime e o devolveram à locadora.

A investigação

Ao longo dos últimos três anos, os investigadores percorreram mais de 200 mil quilômetros por cinco estados (São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás, Bahia e Minas Gerais) em busca de respostas para o caso. As buscas pelo corpo de Evellyn na região indicada foram dificultadas pelo tempo decorrido, superior a três anos, desde o crime.

Responsabilização

Três pessoas envolvidas no caso foram indiciadas, denunciadas e se tornaram réus. Uma outra morreu em setembro de 2024.

Lavínia Fernandes

Jornalista formada pela PUC Minas. Publicou um artigo sobre alfabetização midiática pela Intercom. Foi estagiária de assessoria de comunicação na ALMG. Repórter no BHAZ desde novembro de 2024.
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Email: lavinia.barbosa@bhaz.com.br

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