O pré-candidato ao governo de Minas Gerais, Gabriel Azevedo (MDB), afirmou que pretende enfrentar o “lobby rodoviário” para construir ferrovias no estado, caso seja eleito. A declaração foi feita em entrevista exclusiva ao BHAZ. Gabriel é o terceiro entrevistado da série de sabatinas com os postulantes ao Palácio Tiradentes.
O ex-vereador de Belo Horizonte afirmou que não tem compromissos financeiros nem políticos com o setor rodoviário. “Em BH, quase perdi a cabeça duas vezes porque botei o dedo na cara de muita gente que cuida do sistema de ônibus da cidade. Consegui algumas conquistas, como a tarifa zero para moradores de vilas e favelas, mulheres, estudantes, pessoas em busca de emprego e quem está em tratamento de saúde”, disse.
Gabriel ainda criticou a falta de investimentos em ferrovias em Minas. Segundo ele, a demora na execução desse tipo de obra desestimula gestores públicos, já que muitos políticos priorizam projetos que possam ser inaugurados durante o próprio mandato.
“Vou prometer rodovia, mas a chance é de ter somente uma concluída em quatro anos. Fazer ferrovia leva seis, oito, doze, vinte anos. E, como geralmente os políticos querem inaugurar tudo durante o mandato para dizer que fizeram, esse tipo de projeto não sai”, afirmou.
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Para o pré-candidato, a demora na execução das obras também está relacionada às exigências burocráticas. “Nós somos um Estado democrático e, por exemplo, se existe uma comunidade quilombola, ela tem que ser ouvida. Em uma democracia, não se pode simplesmente passar o rolo e construir uma ferrovia. Se há um problema ambiental, ele precisa ser sanado. Aí, você também tem que mostrar de onde vem o dinheiro e como a obra será feita”, relatou.
Gabriel Azevedo comentou que o investimento seria proveniente do Governo Federal, tendo em vista que são disponibilizados 20 bilhões para a construção da ferrovia. “Se você pegar Pirapora e levar uma ferrovia na direção do Noroeste, rumo a Brasília, eu crio um corredor ferroviário que permite o florescimento de uma nova fronteira agropecuária para Minas Gerais. De Chaveslândia até Uberlândia, eu tenho outro. No Norte, a conexão com a Bahia pode melhorar. O café de Guaxupé também pode ser escoado por ferrovia”, disse.
Ainda de acordo com o político, as ferrovias também seriam utilizadas para o transporte de minério, o que ajudaria a reduzir a sobrecarga nas rodovias mineiras. “Elas são muito ruins por causa da quantidade exorbitante de caminhões fazendo o que uma ferrovia deveria fazer. Nós precisamos entender que nem tudo o que fazemos no governo, infelizmente, é para nós. É para as próximas gerações”, finalizou.
Veja a entrevista com o pré-candidato ao governo de Minas, Gabriel Azevedo, na íntegra no YouTube do BHAZ.










