Um homem, de 43 anos, foi preso na manhã dessa segunda-feira (15) durante o velório da companheira, após a Polícia Civil de Minas Gerais levantar suspeitas de que a morte da Henay Rosa Amorim, inicialmente registrada como acidente de trânsito, possa ter sido resultado de um homicídio. O caso ocorreu em Itaúna, no Centro-Oeste de Minas Gerais, e passou a ser investigado após o surgimento de novas provas.
De acordo com o boletim de ocorrência, informações recebidas pela Polícia Civil na madrugada do dia 15 apontaram contradições entre a dinâmica do suposto acidente e as lesões apresentadas pela vítima. Entre os elementos analisados estão vídeos do pedágio de Itaúna, relatos de terceiros e registros audiovisuais que indicariam comportamento suspeito do companheiro da vítima antes do ocorrido.
As imagens do pedágio mostram que, cerca de 15 minutos antes do acidente, a mulher estaria no banco do motorista, aparentemente inconsciente, enquanto o homem conduzia o veículo a partir do banco do carona; veja vídeo abaixo.
Áudios atribuídos a uma operadora do pedágio relataram que a vítima não reagia e que o condutor apresentava arranhões no rosto e sinais de nervosismo, como sudorese excessiva. Também foram identificados indícios de troca de roupas após o acidente.
Prisão em flagrante
Alison de Araújo Mesquita, suspeito e companheiro da vítima, estava presente no velório, realizado no Cemitério Parque da Serra, em Divinópolis. Familiares foram orientados a manter a situação sob controle até a chegada da polícia.
Por volta das 8h, investigadores da Polícia Civil compareceram ao local e conduziram o homem até uma viatura descaracterizada. Diante das suspeitas levantadas durante a investigação, ele foi preso e levado em uma viatura sem identificação. O suspeito não ofereceu resistência.
O homem negou a prática de feminicídio, afirmou ter ingerido grande quantidade de bebida alcoólica no dia anterior ao acidente e declarou que a vítima conduzia o veículo no momento dos fatos. Os celulares dele e da vítima foram apreendidos para análise pericial.
Na delegacia, peritos apontaram, a partir da análise de imagens, indícios compatíveis com possível asfixia na região do rosto da vítima. A perícia também considerou improvável que o acidente, por si só, tivesse causado a morte.
A ocorrência passou a ser formalmente tratada como possível homicídio, com indícios de feminicídio, e a investigação segue em andamento.










