O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais combate, pelo segundo dia seguido, um incêndio no Parque Estadual do Itacolomi, em Ouro Preto, a 96 km de Belo Horizonte. A unidade de conservação abriga o Pico do Itacolomi, formação rochosa com 1.772 metros de altitude, cartão-postal da cidade histórica, além de espécies de animais raros e em extinção.
A área atingida ainda não foi mensurada. Na manhã desta quinta-feira (22), 26 brigadistas trabalhavam para tentar controlar as chamas. O foco dos trabalhos neste segundo dia de operação foram:
- Área do Pico do Itacolomi;
- Área do Baú;
- Combate dentro da unidade de conservação.
Vídeos gravados por Natália Saad, na noite desta quarta-feira (21), mostram as montanhas do parque natural em chamas. O fogo na serra que contorna a região histórica pôde ser visto de diferentes bairros de Ouro Preto.
Riqueza natural
O Parque Estadual do Itacolomi leva o nome do pico que emoldura a paisagem da região. O pico faz parte da Cordilheira da Serra do Espinhaço. A unidade de conservação do parque foi criada em 1967, sendo protegida pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF).
O parque tem área de 7.543 hectares de matas com o registro de quaresmeiras, candeias, gramíneas e canelas de emas. O espaço também abriga nascentes que deságuam, em sua maioria, no rio Gualaxo do Sul, afluente do rio Doce.
A área de conservação também abriga animais raros e ameaçados de extinção, como o lobo-guará, a ave pavó, a onça parda e o andorinhão de coleira (ave migratória).
Segundo a administração do parque, por lá existem mais de 200 espécies de aves, como jacus, seriemas e beija-flores. Os registros também indicam a presença de espécies macacos, micos, tatus, pacas, capivaras e gatos mouriscos.










