O pré-candidato ao governo de Minas, Jarbas Soares, revelou que o PSB decidirá até domingo (2), em convenção partidária, se lançará candidatura própria, mas que, caso opte por uma aliança com o Partido dos Trabalhadores (PT), a legenda indicará o candidato ao Senado na chapa, e não o vice-governador. A declaração foi dada em entrevista exclusiva ao BHAZ. Jarbas Soares é o segundo entrevistado da série de sabatinas com os postulantes ao Palácio Tiradentes.
Questionado sobre a manutenção da candidatura própria, Jarbas disse que mantém conversa com “todos do campo democrático” e está preparado para a disputa estadual, no entanto, admite que é preciso buscar uma convergência.
“Sabemos que o professor Patrus Ananias, que é o candidato do PT, quer o PSB na chapa, na coligação, e nós vamos ouvir a proposta do Partido dos Trabalhadores, discutir com as instâncias partidárias”, afirmou.
Caso opte pela a aliança, o ex-procurador diz que a escolha é por uma vaga no Congresso e não mais como vice. “A nossa posição é de ter apenas o candidato ao Senado e não ser candidato a vice-governador, porque o sentimento na maioria do partido é no sentido de ter a candidatura própria”, explica.
A decisão contrasta com o entendimento anterior, em que chegou a negar a possibilidade de disputar a Câmara Alta. Em entrevista ao jornal O Tempo, há cerca de um mês, Jarbas chegou a demonstrar desconforto em ser candidato ao Senado por causa do debate sobre impeachment de ministros do STF. À época, disse que não seria.
Agora, ao BHAZ, o pré-candidato admitiu que o tema fatalmente entrará na campanha, mas minimizou sua relevância como pauta central, defendendo que o mandato de senador deveria se concentrar em temas como fiscalização, combate ao crime organizado e defesa dos interesses do Estado no Congresso.
“Essa discussão de impeachment dos ministros do Supremo vai estar presente. Mas acho que isso aí se resolve em 1 minuto. Não precisa de uma campanha para discutir se você é a favor ou contra.”
Sobre o futuro da campanha, disse que não descarta conversar com nenhum partido, seja de direita ou esquerda. “Eu não tenho a menor dificuldade […] obviamente pelos que prezam pela democracia, que gostam de pobre, que gostam da boa política, que gostam de empresários que investem e que busquem sempre a convergência acima do interesse pessoal e partidário.”










