O Tribunal de Justiça de Minas Gerais manteve a decisão que determinou o bloqueio de R$ 453.277,26 em bens de quatro ex-agentes públicos de Ibirité, entre eles o ex-prefeito, William Parreiras, acusados de improbidade administrativa pelo Ministério Público de Minas Gerais.
Ao analisar recurso apresentado pelo ex-prefeito, a 19ª Câmara Cível negou o pedido para suspender a indisponibilidade patrimonial já decretada em primeira instância.
Na decisão, o relator apontou a existência de elementos suficientes para justificar a medida cautelar, com o objetivo de garantir eventual ressarcimento aos cofres públicos. O desembargador também destacou que o ex-prefeito responde a outras ações de improbidade administrativa, o que poderia comprometer sua capacidade patrimonial e dificultar a reparação de eventuais danos ao final do processo.
Segundo a Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público de Ibirité, ex-agentes públicos teriam sido nomeados para cargos, mas não compareciam ao trabalho e, ainda assim, recebiam remuneração sem comprovação do exercício das funções.
Eles são acusados de enriquecimento ilícito, prejuízo aos cofres públicos e violação a princípios da administração pública, como legalidade, moralidade, impessoalidade e eficiência. Um dos investigados é genro do ex-prefeito e ocupou o cargo de secretário municipal de Esportes.
De acordo com o MPMG, as investigações indicam um esquema mais amplo de nomeações irregulares em diferentes secretarias do município. A suspeita é de que os cargos tenham sido utilizados para favorecimento político, manutenção de influência e retribuição de apoios.
O BHAZ entrou em contato com o ex-prefeito William Parreiras. A matéria será atualizada assim que houver um retorno.










