Minas Gerais terá 314 novas unidades de saúde construídas com preparação para os impactos do El Niño, segundo informações apresentadas pelo Ministério da Saúde. A estratégia prevê reforço da estrutura do Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente em regiões mais vulneráveis a eventos climáticos extremos, como região rural de Minas.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou a necessidade de preparar a rede para atender a população diante das mudanças nas condições climáticas. A previsão é de que o atual episódio de El Niño tenha impactos diferentes em cada região do país e possa se estender até março de 2027.
Segundo Nilton Pereira, diretor de programa da Secretaria-Executiva do Ministério da Saúde, o fenômeno é considerado o maior El Niño da série histórica analisada. No Sudeste, onde está Minas Gerais, os principais efeitos esperados são aumento das temperaturas e ocorrência de temporais concentrados em curtos períodos, com volumes de chuva acima do normal.
De acordo com o Ministério, as condições climáticas podem provocar diferentes impactos na saúde da população. Entre os riscos estão estresse térmico, afogamentos, ferimentos, doenças relacionadas à contaminação da água e interrupção de serviços de saúde durante eventos extremos.
Em Minas Gerais, a preparação também considera as características de cada região. As novas unidades de saúde, inclusive em áreas rurais, deverão ampliar a capacidade de atendimento da população próxima. A orientação também é voltada a grupos mais vulneráveis, especialmente idosos, que podem sofrer mais com períodos de calor intenso.
Estrutura das unidades
Segundo Padilha, a estrutura faz parte dos investimentos na atenção básica e inclui equipamentos e espaços preparados para ampliar os atendimentos realizados pelo SUS.
A proposta é fortalecer principalmente a rede de atenção básica e a capacidade dos municípios para realizar atendimentos próximos à população.
Em visita recente a Montes Claros, no Norte de Minas, o Ministério da Saúde destacou a ampliação da estrutura da rede, com novos médicos, equipamentos e a realização de pequenos procedimentos nas unidades.















