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Operação Vem Diesel: Polícia Federal realiza fiscalização em postos de MG e outros 10 estados

27/03/2026 às 10h35
A fiscalização está acontecendo em postos da capital de Minas Gerais, Distrito Federal e outros 10 estados. (Divulgação/Polícia Federal)

A Polícia Federal e a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), em conjunto com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), deflagraram nesta sexta-feira (27) a Operação Vem Diesel, com ações de fiscalização em postos de combustíveis em Minas Gerais e outros dez estados, além do Distrito Federal.

As equipes atuam nas capitais, com participação de agentes da ANP, dos Procons e da Polícia Federal. A operação ocorre simultaneamente em:

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  • Minas Gerais
  • São Paulo
  • Rio de Janeiro
  • Pernambuco
  • Mato Grosso
  • Paraná
  • Paraíba
  • Rio Grande do Sul
  • Ceará
  • Tocantins
  • Goiás
  • Distrito Federal

Segundo os órgãos envolvidos, a fiscalização tem como foco identificar possíveis irregularidades, como aumento abusivo de preços nas bombas e práticas de combinação de valores entre empresas concorrentes para controle de mercado.

Outras condutas que possam prejudicar o consumidor também estão sendo verificadas durante as ações.

De acordo com a força-tarefa, eventuais irregularidades que indiquem crimes contra a ordem tributária, econômica ou contra as relações de consumo serão encaminhadas à Polícia Federal para investigação.

Fiscalização em Belo Horizonte

O Procon do Ministério Público de Minas Gerais iniciou, no dia 18 de março, uma operação de fiscalização em postos de combustíveis de BH e outras cidades mineiras para apurar aumentos abusivos nos preços. A ação prioriza estabelecimentos com os valores mais altos.

Segundo o órgão, o objetivo é verificar a regularidade dos preços e garantir transparência nas informações disponibilizadas aos consumidores. Durante a fiscalização, os postos poderão ser notificados a apresentar documentos que comprovem a evolução dos preços, como notas fiscais de compra e registros dos valores nos últimos meses.

De acordo com o coordenador do Procon-MPMG, o promotor de Justiça Luiz Roberto Franca Lima, embora os preços dos combustíveis no Brasil não sejam tabelados e sejam definidos em ambiente de livre concorrência, a legislação proíbe aumentos sem justificativa. Ele afirma que reajustes expressivos ou repentinos podem ser investigados, desde que analisados fatores como custo de aquisição, estoques, despesas operacionais e condições do mercado local.

Lavínia Fernandes

Jornalista formada pela PUC Minas. Publicou um artigo sobre alfabetização midiática pela Intercom. Foi estagiária de assessoria de comunicação na ALMG. Repórter no BHAZ desde novembro de 2024.
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