Quase duas semanas após o desaparecimento de Beatriz Vitória Aparecida Neves Mota, de 27 anos, em Jaboticatubas, na Grande BH, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) anunciou, nesta quarta-feira (21), uma mudança na condução do caso. A Divisão de Referência da Pessoa Desaparecida (DRPD) assumiu a investigação, que antes era conduzida por equipes de outras unidades da corporação.
Beatriz desapareceu em 9 de outubro, quando foi vista pela última vez em Jaboticatubas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Desde então, familiares e amigos tentam encontrar a jovem, enquanto a polícia realiza diligências para esclarecer o caso.
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Em nota, a PCMG informou que não haverá entrevista sobre a investigação neste momento e pediu que informações que possam ajudar a localizar Beatriz sejam repassadas anonimamente pelo Disque-Denúncia Unificado, no telefone 181, ou pelo número 0800-2828-197. O sigilo é garantido.
Carro registrado por câmeras é uma das pistas
Conforme o boletim de ocorrência, Beatriz estava com amigos em um bar no bairro Bom Jesus, em Jaboticatubas, na noite do desaparecimento, quando um carro de cor prata chegou ao local. Ela se aproximou para conversar com os ocupantes e disse aos colegas que voltaria em dez minutos.
Testemunhas relataram à polícia que as pessoas que estavam no veículo insistiram para que a jovem entrasse. Desde então, ela não foi mais vista.
Imagens de câmeras de segurança registraram um carro prata subindo o morro que dá acesso ao bar e retornando cerca de 15 minutos depois. Outro equipamento também flagrou o veículo passando por uma rua da região central da cidade.
Polícia continua colhendo depoimentos
Nos primeiros dias de investigação, três amigos que estavam com Beatriz no bar prestaram depoimento. Nesta semana, eles foram chamados novamente para conversar com os investigadores.
O ex-namorado da jovem também foi ouvido e retornou à unidade policial em 15 de outubro, quando permaneceu no local durante a tarde. Ele e a atual companheira teriam assinado um termo se comprometendo a não deixar a cidade.
Familiares relataram que Beatriz teria sido agredida pelo ex durante o relacionamento, que durou cerca de dois meses. Após o término, a irmã mais nova da jovem teria recebido mensagens ameaçadoras de um perfil falso no Instagram. Essas informações aumentaram a preocupação da família com o desaparecimento.
Até a última atualização divulgada pela Polícia Civil, as diligências sobre o desaparecimento da jovem envolviam equipes das delegacias de Jaboticatubas e da Regional de Santa Luzia, além do apoio da Delegacia Especializada Antissequestro (DAS), ligada ao Departamento Estadual de Operações Especiais (Deoesp).
Enquanto aguardam respostas, familiares e amigos mantêm uma força-tarefa para tentar encontrar Beatriz. O grupo percorre estradas de terra e áreas de mata da região em busca de pistas.









