O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) tornou réu o sargento suspeito de matar a capitã da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG). Ele foi denunciado pelo Ministério Público (MP) no último sábado (29). Eduardo Abner Pereira de Oliveira está preso desde 21 de julho deste ano.
O MP denunciou o homem por crimes de fraude processual, lesão corporal por três vezes e tráfico de drogas. Todos os crimes teriam sido cometidos em contexto de violência doméstica, contra vítima que é mãe, por meio cruel e motivo fútil, com uso de asfixia e recurso que dificultou a defesa da vítima.
A denúncia foi acatada pela Justiça, que manteve a prisão preventiva do réu, mas não manteve o sigilo sobre partes sensíveis do caso pedido pela Promotoria de Justiça.
Relembre o caso
A capitã da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) Michelle Leão Azevedo, de 41 anos, foi deixada morta no Hospital Odilon Behrens, em Belo Horizonte, na noite do dia 20 de julho pelo seu companheiro.
De acordo com a equipe médica, a capitã Michelle chegou ao hospital por volta das 21h35 já em parada cardiorrespiratória e sem sinais vitais. A médica responsável pelo atendimento informou que o quadro era compatível com uma morte ocorrida entre quatro e seis horas antes da chegada à unidade. Diante da gravidade das lesões e das circunstâncias do caso, a Polícia Militar foi imediatamente acionada.
Segundo o boletim de ocorrência, a oficial apresentava diversas lesões traumáticas pelo corpo, incluindo traumatismo craniano, hematomas, ferimentos nos membros, marcas compatíveis com chicotadas e um extenso ferimento na cabeça.
Em depoimento, o 3° sargento Eduardo afirmou que ambos haviam consumido bebidas alcoólicas e ecstasy durante uma confraternização realizada na residência do casal, na noite do dia 19 de julho. Segundo a versão apresentada por ele, os dois também praticaram atos de violência física consensuais durante uma relação sexual.
O policial alegou ainda que, horas depois, Michelle teria caído da escada da casa, sofrido um corte na cabeça e recusado atendimento médico. Ainda segundo o sargento, o casal teria adormecido. Ao acordar à noite, ele diz que percebeu que ela não respondia aos estímulos, decidindo, então, levá-la ao hospital.
Durante a perícia realizada no local das agressões, foi apreendido um cabo de madeira quebrado que, segundo avaliação preliminar, pode ter sido utilizado para agredir a vítima. Também chamou a atenção dos investigadores o fato de as roupas de cama estarem lavadas e ainda molhadas dentro da máquina de lavar. O celular do suspeito e a substância encontrada no hospital também foram recolhidos para perícia.
Eduardo Abner recebeu voz de prisão e foi encaminhado ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). O caso será investigado pela Polícia Civil.







