Uma testemunha que presenciou a queda de um avião da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) em Ipatinga, no Vale do Aço, relatou que a aeronave apresentou um barulho diferente durante a decolagem e caiu poucos instantes depois, em uma área de mata próxima. O acidente ocorreu nesta sexta-feira (9), no Aeroporto Regional do Vale do Aço, e deixou três integrantes da corporação mortos, segundo a PMMG.
Em entrevista ao Diário do Aço, Aldo Ribeiro, que trabalha nas proximidades do aeroporto, contou que estava com um colega quando percebeu que o ruído da aeronave não parecia normal. Segundo ele, o avião inclinou logo após decolar e caiu em uma área de vegetação que faz parte da reserva do parque.
“Na hora que essa aeronave decolou, nós estávamos lá, eu e o colega, nós presenciamos que o barulho de funcionamento não tava igual ou regular como todos os outros”, relatou. “Ela já decolou e já inclinou e caiu aqui dentro do pequeno pedaço de mata.”
A testemunha estimou que o avião estava a cerca de 700 metros de altura, mas ressaltou que a aeronave ainda voava baixo quando caiu. Segundo ele, não houve tempo para recuperar o controle. “Quando ela começou a entrar nas árvores ali, ela já inclinou e caiu, não teve chance de recuperar”, disse.
Testemunha relata atuação rápida das equipes de socorro
O homem também destacou a rapidez do atendimento após a queda. De acordo com ele, policiais que atuam em um posto instalado no parque foram os primeiros a sair para prestar socorro. O Corpo de Bombeiros também chegou pouco depois.
“O trabalho da equipe foi excelente. De imediato, o pessoal já saiu, já veio e prestou socorro”, afirmou.
Apesar de elogiar a atuação das equipes, a testemunha disse que presenciar o acidente foi uma experiência difícil. Ele relatou apreensão ao ver a queda e afirmou que a situação poderia ter atingido qualquer pessoa que trabalha na região. “É difícil você ver assim um acidente tão claro, tão rápido, tão sem chance de sobreviver”, disse.








