Minas Gerais já registra 33 casos confirmados de Mpox em 2026, segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG). O balanço foi divulgado após a Prefeitura de Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte, anunciar o primeiro caso da doença no município, no último fim de semana.
Nos últimos anos, o número de confirmações no estado variou. Em 2025, foram 136 casos. Em 2024, Minas teve 68 registros, enquanto 2023 contabilizou 53. Já em 2022, ano em que começou o surto global da doença, foram 610 confirmações.
Segundo a SES-MG, a maioria dos casos confirmados em Minas está concentrada entre homens de 15 a 34 anos. A cepa em circulação no estado é do clado II, especificamente do subclado IIb, a mesma variante associada ao surto global iniciado em 2022.
Quais são os sintomas da Mpox?
A Mpox é uma doença infecciosa causada pelo vírus Monkeypox. Entre os principais sintomas estão lesões na pele, inchaço dos gânglios linfáticos (ínguas), febre, dor de cabeça, dores no corpo, calafrios e fraqueza.
A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto com lesões, secreções e fluidos corporais de pessoas infectadas. Também pode acontecer pelo compartilhamento de objetos contaminados, como roupas, toalhas e roupas de cama.
Ao apresentar sintomas, a orientação da SES-MG é procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para avaliação clínica e informar se houve contato com alguém com suspeita ou confirmação da doença.
Como prevenir a Mpox?
Entre as recomendações estão higienizar as mãos com água e sabão ou álcool em gel, não compartilhar objetos pessoais e lavar roupas, toalhas e lençóis com água e sabão.
Pessoas com suspeita ou confirmação da doença devem permanecer em isolamento até o fim do período de transmissão e evitar contato próximo com outras pessoas.
Segundo a SES-MG, o tratamento é baseado em suporte clínico para aliviar os sintomas e prevenir complicações. A maioria dos casos apresenta evolução leve ou moderada, e não há, até o momento, tratamento antiviral específico para a doença.
A vacinação é indicada para grupos com maior risco de desenvolver formas graves, como pessoas vivendo com HIV/aids com imunossupressão, especialmente aquelas com contagem de linfócitos T CD4 inferior a 200 células nos últimos seis meses. Também há indicação para profissionais de laboratório que atuam em nível de biossegurança 2 e pessoas que tiveram contato direto com fluidos e secreções de casos suspeitos.








