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Minas registra 33 casos de Mpox; Confins confirma primeiro caso

03/11/2026 às 19h30
Foto: Reprodução/Freepik

Minas Gerais já registra 33 casos confirmados de Mpox em 2026, segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG). O balanço foi divulgado após a Prefeitura de Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte, anunciar o primeiro caso da doença no município, no último fim de semana.

Nos últimos anos, o número de confirmações no estado variou. Em 2025, foram 136 casos. Em 2024, Minas teve 68 registros, enquanto 2023 contabilizou 53. Já em 2022, ano em que começou o surto global da doença, foram 610 confirmações.

Segundo a SES-MG, a maioria dos casos confirmados em Minas está concentrada entre homens de 15 a 34 anos. A cepa em circulação no estado é do clado II, especificamente do subclado IIb, a mesma variante associada ao surto global iniciado em 2022.

Quais são os sintomas da Mpox?

A Mpox é uma doença infecciosa causada pelo vírus Monkeypox. Entre os principais sintomas estão lesões na pele, inchaço dos gânglios linfáticos (ínguas), febre, dor de cabeça, dores no corpo, calafrios e fraqueza.

A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto com lesões, secreções e fluidos corporais de pessoas infectadas. Também pode acontecer pelo compartilhamento de objetos contaminados, como roupas, toalhas e roupas de cama.

Ao apresentar sintomas, a orientação da SES-MG é procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para avaliação clínica e informar se houve contato com alguém com suspeita ou confirmação da doença.

Como prevenir a Mpox?

Entre as recomendações estão higienizar as mãos com água e sabão ou álcool em gel, não compartilhar objetos pessoais e lavar roupas, toalhas e lençóis com água e sabão.

Pessoas com suspeita ou confirmação da doença devem permanecer em isolamento até o fim do período de transmissão e evitar contato próximo com outras pessoas.

Segundo a SES-MG, o tratamento é baseado em suporte clínico para aliviar os sintomas e prevenir complicações. A maioria dos casos apresenta evolução leve ou moderada, e não há, até o momento, tratamento antiviral específico para a doença.

A vacinação é indicada para grupos com maior risco de desenvolver formas graves, como pessoas vivendo com HIV/aids com imunossupressão, especialmente aquelas com contagem de linfócitos T CD4 inferior a 200 células nos últimos seis meses. Também há indicação para profissionais de laboratório que atuam em nível de biossegurança 2 e pessoas que tiveram contato direto com fluidos e secreções de casos suspeitos.

Laís Marques

Jornalista formada pela PUC Minas. Acumula passagens anteriores pela equipe de jornalismo da Rede 98 e assessorias de comunicação da PMMG e da UEMG

Laís Marques

Repórter do BHAZ

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