Uma mulher, de 36 anos, arrematou um apartamento em um leilão e acabou encontrando o corpo da ex-proprietária que estava desaparecida em Patos de Minas, no Triângulo Mineiro. Segundo a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), a ossada de Marilene Fátima, de 53 anos, estava em uma cama do imóvel há cerca de 11 meses.
De acordo com a PMMG, os militares foram acionados quando a atual proprietária tentava abrir o imóvel para tomar posse. A mulher relatou que havia adquirido judicialmente o apartamento há dois meses. Desde então, ela disse que tentava estabelecer contato com familiares, com ajuda da síndica, para retirar os pertences de Marilene.
Como não houve retorno, a proprietária contratou um chaveiro para abrir o imóvel. Ao entrar no apartamento, ela e o profissional encontraram o corpo de Marilene sobre a cama. Segundo depoimento, a mulher deixou o local em seguida e procurou pelas autoridades.
Ainda conforme os militares, a síndica, de 46 anos, disse que fez um último contato com Marilene em outubro de 2025, por meio de mensagens no celular. Segundo o relato, ela acreditava que a moradora teria mudado para outro município.
A PMMG informou ainda que a perícia técnica da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) compareceu ao local para realizar os trabalhos necessários. Durante os procedimentos, as equipes encontraram cartas feitas à mão por Marilene, com teor de despedida e orientações pessoais. O corpo da mulher foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML).
Investigações
Em nota, a PCMG esclareceu que não foram constatadas lesões no corpo da mulher no exame de necropsia. “Amostras de material biológico colhidas serão enviadas para exames laboratoriais em Belo Horizonte para confirmar a hipótese de autoextermínio por intoxicação por medicamentos ou substâncias venenosas”, informou.
Além disso, a apuração preliminar da corporação indica que a vítima teria relatado a vizinhos que se mudaria para a cidade de Varjão de Minas, na região Noroeste do estado. O texto ainda destaca que não constavam nos registros da PCMG “informações ou boletins de ocorrência anteriores referente ao desaparecimento da referida pessoa”.
A corporação afirmou que instaurou um Inquérito Policial e que “as investigações prosseguem para a conclusão dos laudos técnicos e elucidação completa do caso”.












