Stifanie Ribeiro Firmino Silva, de 35 anos, foi encontrada morta nesta segunda-feira (20) em um apartamento em no bairro Camargos, na região Noroeste de BH. De acordo com informações preliminares, ela estava de atestado do trabalho desde a semana passada e, por isso, o corpo foi encontrado em estado avançado de decomposição.
Uma vizinha, que preferiu não se identificar, relatou que Stifanie era uma pessoa que enfrentava um quadro de sofrimento psicológico. Conforme contou ao BHAZ, a saúde mental da mulher havia piorado drasticamente após a perda recente da mãe e do irmão, falecido há cerca de dois anos. Em conversas com conhecidos, ela desabafava dizendo que se sentia “sozinha no mundo”. Devido ao estado de vulnerabilidade emocional, a mulher estava afastada do trabalho por 10 dias no momento em que o crime ocorreu.
No último encontro entre as duas, Stifanie percebeu a preocupação da amiga e indagou: “Você tá preocupada comigo, né?”. Diante da confirmação, ela tranquilizou a amiga dizendo que estava “melhor”. A vizinha disse que, na ocasião, deu forças à amiga. “Pega com Deus que isso tudo vai passar, porque é muito difícil”
Segundo informações apuradas pelo BHAZ, haviam boatos no condomínio de que ela estaria recebendo homens no apartamento dela. No entanto, Stifanie negava aos conhecidos, afirmando ser “mentira”. A vizinha classificou o ocorrido como um “feminicídio”, lamentando que, no Brasil, esse tipo de crime muitas vezes fica apenas na estatística.
A notícia da morte causou comoção profunda entre os colegas de trabalho no Supermercados BH, onde ela trabalhava. Conforme relatos ouvidos pela reportagem, funcionários foram vistos “em prantos”, revelando um misto de revolta e desejo de punição para o responsável. “A gente só quer que pega essa pessoa e que ele cumpra essa barbaridade que fez com ela”, declarou a vizinha.
Tentamos contato com o Supermercados BH e aguardamos retorno.
Entenda
Segundo vizinhos da vítima, Stifanie morava sozinha no local. Mais cedo, vizinhos tentaram falar com ela por mensagem de WhatsApp, mas estranharam porque ela não retornou às mensagens. Ao arrombarem uma janela, eles avistaram a mulher já sem vida no quarto e acionaram a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG)












