Uma operação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), batizada de “Swatting”, cumpriu dois mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira (1), em Belo Horizonte e Gastão Vidigal, no interior de São Paulo. A ação investiga ameaças feitas por meio de plataformas digitais e atribuídas falsamente a terceiros.
Na capital mineira, o Grupo de Atuação Especial de Combate aos Crimes Cibernéticos (Gaeciber), do MPMG, prestou apoio ao cumprimento de uma das ordens judiciais. O segundo mandado foi cumprido em Gastão Vidigal.
As investigações apontam que dois adolescentes, moradores de Minas Gerais e São Paulo, seriam responsáveis pela criação e utilização de perfis falsos para enviar ameaças e atribuí-las indevidamente a outras pessoas.
Segundo os elementos reunidos até o momento, a prática teria como objetivo provocar a atuação das forças de segurança contra pessoas que não tinham relação com as ameaças. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos dispositivos eletrônicos, que serão submetidos à perícia para auxiliar no andamento das investigações.
Além do Gaeciber do MPMG, a ação contou com o apoio do Laboratório de Inteligência Cibernética da Polícia Civil de Santa Catarina (CyberLab), do Cyber Gaeco do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Militar paulista.
A investigação tramita sob sigilo.
O que é ‘swatting’?
O nome da operação faz referência à prática conhecida como swatting, que consiste em acionar as forças de segurança com informações falsas para provocar uma mobilização policial contra uma pessoa inocente.
No caso investigado, a suspeita é de que perfis falsos tenham sido utilizados para atribuir ameaças a terceiros e induzir as autoridades a adotar medidas policiais contra essas pessoas.










