Bolsonaro vira alvo de denúncia internacional por políticas ambientais na Amazônia

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O documento elaborado por um grupo austríaco reúne evidências científicas e legais contra Bolsonaro (Reprodução/@jairmessiasbolsonaro/Instagram)

Ambientalistas internacionais se reuniram para formalizar uma denúncia contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no Tribunal Penal Internacional. Um documento com 300 páginas, que reúne diversas evidências científicas e legais dos impactos globais das ações de Bolsonaro na Amazônia, será apresentado nesta terça-feira (12) na cidade holandesa de Haia. As informações foram publicadas na coluna do jornalista Jamil Chade, do Uol.

“Estima-se que as emissões atribuíveis ao governo Bolsonaro causarão mais de 180 mil mortes por excesso de calor em todo o planeta nos próximos 80 anos com base nos comprometimentos climáticos atuais”, diz um trecho da denúncia.

O documento também aponta que cerca de 4 mil km2/pa. da área desflorestada da Amazônia se deve às ações realizadas durante o governo Bolsonaro. Os ambientalistas também criticam a aprovação da legislação que reduziu o número de agentes fiscalizadores na Amazônia em 27% e das multas por corte ilegal de madeira em 42%.

‘Destruição afeta todos nós’

De acordo com o ativista Johannes Wesemann, fundador do grupo austríaco All Rise que elaborou a denúncia, os impactos das ações de Bolsonaro não estão restritos ao Brasil. “A destruição do bioma amazônico afeta a todos nós. Apresentamos na nossa queixa evidências que mostram como as ações de Bolsonaro estão diretamente ligadas aos impactos negativos da mudança climática em todo o mundo”, explica.

Os demais autores da denúncia frisam que “as ações de Bolsonaro e seu governo são um ataque amplo e sistemático à Amazônia, suas dependências e seus defensores, e que resultam não só na perseguição, assassinato e sofrimento desumano de milhões de pessoas na região, mas também no mundo inteiro”.

O Tribunal Penal Internacional, sediado em Haia, é uma Corte que abrange mais de 120 países, incluindo o Brasil. É seu papel julgar indivíduos acusados de crimes contra a humanidade, crimes de guerra, genocídios e crimes ambientais que tenham efeito em larga escala.

Edição: Giovanna Fávero
Larissa Reis
Larissa Reislarissa.reis@bhaz.com.br

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

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