O governador de Minas Gerais e candidato à reeleição, Mateus Simões (PSD), se solidarizou com o senador Cleitinho Azevedo, que teve sua candidatura vetada pela partido Republicanos nesta quarta-feira (29). Em entrevista exclusiva ao portal BHAZ, Simões disse considerar “uma ação brusca” e que pretende acompanhar os próximos dias para ver os rumos da legenda nas eleições.
Segundo o governador, a decisão da cúpula do Republicanos de vetar o nome de Cleitinho na disputa pelo Palácio da Liberdade no dia seguinte em que o senador publicou um vídeo sinalizando que seria o candidato foi uma “ação brusca porque não estamos no final do prazo”. E acrescentou se tratar de um argumento que usou um momento injusto. “Dizer que ele não tomou a decisão porque não compareceu à convenção. A convenção foi no dia da missa de sétimo dia do irmão dele”, afirmou Simões.
Na nota publicada pelo partido nesta quarta-feira que mexeu com as eleições mineiros, o partido afirma que “a ausência do senador na convenção estadual do Republicanos – apesar das justificativas pessoais – representou um fato político objetivo, que produziu consequências inevitáveis” e que “diante da falta de confirmação de sua candidatura, partidos aliados precisaram tomar decisões e reorganizar seus caminhos, como é natural em qualquer processo eleitoral”.
Ao BHAZ, Simões ressaltou que nunca esteve em lado oposto ao de Cleitinho e citou a trajetória política de ambos, da eleição a vereador em 2016 à pré-candidatura ao governo de Minas dez anos depois.
Segundo o atual governador, inicialmente, a proposta da sua candidatura era ter um nome do partido Novo ocupando o posto de vice e, inclusive, o nome de Gleidson Azevedo, hoje no Republicanos, ex-prefeito de Divinópolis e irmão de Cleitinho, era um nome de seu agrado. “É uma pessoa que gosto muito, a cabeça dele parece um pouco a minha forma de enxergar o dia a dia da administração, apesar de sermos completamente diferentes na forma de agir”, afirma Simões.
O candidato do PSD ainda reforçou que a ideia era possivelmente ter o Republicanos junto a ele numa composição para a disputa de outubro, e que “Gleidson não saiu da minha cabeça como um bom nome”.
O governador, no entanto, disse que, “assim como todos os mineiros, está em compasso de espera” para a decisão do partido. “A nota que eu li não é uma nota do que vai ser feito, mas do que não vai ser feito. Nunca vi uma nota política desse jeito. Diz: ‘não vou fazer tal coisa’. E o que vai fazer? Também não falou”, afirma Simões sobre o posicionamento do Republicanos.










