Pesquisa Ipespe: Lula tem 44% das intenções de voto contra 31% de Bolsonaro e 8% de Ciro Gomes

lula e bolsonaro
Lula e Bolsonaro mantém o duelo polarizado sem pressões da terceira via, reprodução (Reprodução/@lulaoficial/Instagram + Reprodução/@jairmessiasbolsonaro/Instagram )

Uma pesquisa do Ipespe, divulgada nesta sexta-feira (6), mostra que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue como favorito nas intenções de voto para a Presidência da República nas eleições deste ano. Logo depois, aparece o atual presidente Jair Bolsonaro (PL), com 31%, seguido por Ciro Gomes (PDT) com 8%.

A pesquisa é a primeira de maio sobre o cenário eleitoral brasileiro, mostrando Lula com um ponto a menos que na rodada anterior e Bolsonaro no mesmo patamar de duas semanas atrás. Além de Ciro, aparecem na lista João Doria (PSDB) com 3% das intenções e André Janones (Avante) com 2%. Simone Tebet (MDB) e Luiz Felipe d’Ávila (Novo) marcaram 1%.

Em levantamento espontâneo – isto é, quando o entrevistador questiona a intenção de voto sem citar nomes – Lula se manteve na liderança com 38%. Enquanto isso, Bolsonaro conquistou um ponto desde a última pesquisa e foi citado por 29% das pessoas.

A pesquisa

O levantamento do Ipespe foi realizado entre 2 e 4 de maio deste ano, com mil entrevistados de 16 anos e mais em todas as regiões do Brasil. Foram consideradas cotas de sexo, idade e localidade. Com margem de erro estimada de 3,2 pontos percentuais, o nível de confiança da pesquisa é de 95,5%.

No segundo turno, Lula é o preferido em todos os cenários hipotéticos. Contra Jair Bolsonaro, ele tem 54% dos votos e o atual mandatário 34%. Já na diputa contra Ciro Gomes, o ex-presidente registra 52% contra os 25% do pedetista. Contra Doria, Lula registra 55% e, o tucano, 19%.

Veja abaixo a probabilidade de voto para cada candidato:

Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

  • Com certeza votaria: 43%
  • Poderia votar: 13%
  • Não votaria de jeito nenhum: 43%
  • Não conhece o suficiente:1%

Jair Bolsonaro (PL)

  • Com certeza votaria: 32%
  • Poderia votar: 6%
  • Não votaria de jeito nenhum: 60%
  • Não conhece o suficiente: 11%

Ciro Gomes (PDT)

  • Com certeza votaria: 12%
  • Poderia votar: 40%
  • Não votaria de jeito nenhum: 43%
  • Não conhece o suficiente: 4%
  • Não sabe/não respondeu: 1%

João Doria (PSDB)

  • Com certeza votaria: 5%
  • Poderia votar: 30%
  • Não votaria de jeito nenhum: 55%
  • Não conhece o suficiente: 8%
  • Não sabe/não respondeu: 2%

André Janones (Avante)

  • Com certeza votaria: 2%
  • Poderia votar: 8%
  • Não votaria de jeito nenhum: 34%
  • Não conhece o suficiente: 54%
  • Não sabe/não respondeu: 2%

Simone Tebet (MDB)

  • Com certeza votaria: 2%
  • Poderia votar: 13%
  • Não votaria de jeito nenhum: 35%
  • Não conhece o suficiente: 49%
  • Não sabe/não respondeu: 1%

Felipe D’Ávila (Novo)

  • Com certeza votaria: 1%
  • Poderia votar: 7%
  • Não votaria de jeito nenhum: 36%
  • Não conhece o suficiente: 55%
  • Não sabe/não respondeu: 1%

Luciano Bivar (União Brasil)

  • Com certeza votaria: 0%
  • Poderia votar: 5%
  • Não votaria de jeito nenhum: 39%
  • Não conhece o suficiente: 55%
  • Não sabe/não respondeu: 1%

Avaliação de Jair Bolsonaro

Conforme os resultados da pesquisa, as oscilações coincidem com a manutenção da melhora da avaliação do atual presidente. O indíce de “ótimo” e “bom” atingiu 31% contra 30% da última pesquisa, uma tendência crescente desde o primeiro mês do ano, quando as avaliações positivas eram de 24%. As negativas seguem estáveis, em 52%.

Além isso, as percepções sobre o caminho da economia sofreram oscilações positivas. 32% escolheram “certo”, contra 31% em abril deste ano e 22% em novembro do ano passado. Os que dizem que não votariam em Bolsonaro “de jeito nenhum” eram 64% em janeiro: agora, o percentual caiu para 60%. Enquanto isso, a rejeição a Lula subiu um ponto desde o levantamento anterior.

Preocupações do brasileiro

Segundo a pesquisa, a inflação é o tema que mais preocupa o eleitor brasileiro. Para 23% dos cidadãos, é também a questão mais relevante a ser enfrentada pelo próximo Chefe do Executivo, logo no início da gestão. Para outros 23%, a educação é a área mais relevante a ser considerada.

Somados, a inflação, o desemprego, a miséria e o salário são a maior preocupação de 46% das pessoas entrevistadas. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-03473/2022.

Edição: Roberth Costa
Nicole Vasquesnicole.vasques@bhaz.com.br

Graduanda em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022.

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