Após reunião de integrantes do PT mineiro com o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva definir que o partido deve lançar candidatura própria ao governo de Minas, a ex-prefeita de Contagem Marília Campos afirmou que a decisão representa “um equívoco estratégico”.
Liderando as pesquisas para ocupar uma das duas cadeiras do Senado em disputa, Marília tem sido pressionada a encabeçar a chapa do Partidos dos Trabalhadores ao governo mineiro. O entendimento é que com a negativa de Rodrigo Pacheco para participar da disputa a legenda ficaria sem um nome forte para concorrer ao Palácio das Mangabeiras, e que a ex-prefeita apareceria melhor posicionada em trackings internos do PT do que outros dois possíveis candidatos a serem apoiados pelo partido: o ex-presidente da Câmara de Belo Horizonte Gabriel Azevedo e o ex-procurador geral de Minas Gerais, Jarbas Soares.
Nessa quarta-feira, Lula se reuniu com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, a tesoureira do partido, Gleide Andrade, e deputados mineiros no Palácio da Alvorada para discutir a situação política no estado. Durante o encontro, ficou definido que o partido não deveria apoiar alguém de fora.
No entanto, na visão de Marília, “embora legítima do ponto de vista partidário”, a decisão do PT de ter um candidato da legenda no pleito de outubro “pode fragilizar o campo democrático e popular no estado”.
Conhecida por sentar à mesa com políticos de diferentes posicionamentos, a ex-prefeita de Contagem afirma ainda que “a realidade política de Minas exige capacidade de diálogo, construção de consenso e alianças amplas”.
Horas depois da reunião com Lula, a presidente do PT em Minas, Leninha, divulgou nota reforçando a intenção de candidatura própria e, em seguida, Marília também soltou um comunicado no qual diz não ser candidata ao governo de Minas. “Essa é a única disponibilidade política colocada por Marília para a disputa de 2026 e o palanque petista capaz de contribuir para a reeleição do presidente Lula no estado”, disse a ex-prefeita em alusão à disputa pelo Senado.








