Proposta de extinguir secretarias e cortar cargos no governo pode ser votada quinta-feira

Deputados

A proposta de reforma administrativa do Governo de Minas que pretende fechar secretarias, incorporar órgãos existentes e extinguir 67 mil cargos vagos no Estado deve ser votada somente na manhã de quinta-feira (23) — 49 dias após o projeto ter sido encaminhado à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

Isso porque a oposição ao governador Fernando Pimentel (PT) tentou obstruir a votação — já foram realizadas quatro sessões plenárias para discutir o projeto. Ademais, interlocutores dos blocos de oposição apostam não haver votação nesta semana.

O Executivo espera alcançar o contingenciamento de R$ 2 bilhões no orçamento deste ano caso a medida seja aprovada. No entanto, o líder do bloco oposicionista Verdade e Coerência, Gustavo Corrêa (DEM), questionou a eficácia da proposta, alegando não haver informações concretas sobre o contingenciamento de gastos.

Ele ainda critica a proposta do governo, dizendo que, “no momento em que o estado precisa gerar receita, o governador pretende extinguir a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico”.

“Iremos votar de forma contrária ao projeto e à reforma administrativa. A reforma não acrescenta nada aos mineiros”, avaliou o parlamentar.

Na outra ponta, quando a oposição sinalizou a iniciativa de obstruir o andamento do projeto, o líder do governo na Casa, deputado Durval Ângelo (PT), disse que a oposição não teria força para conduzir o processo de obstrução.

Contudo, tendo encerramento as discussões referentes ao Projeto de Lei 3.503/16, que prevê a reforma administrativa no Estado, a proposta deve ser votada amanhã (23), atendendo a previsão inicial do governo, que era de 60 dias desde que foi encaminhada à Casa em 4 de maio último.

Guilherme Scarpellini

Guilherme Scarpellini é redator de política e cidades no Portal BHAZ.