O candidato do PDT ao governo de Minas Gerais, Alexandre Kalil, afirmou em entrevista exclusiva ao BHAZ que se eleito em outubro vai “estudar” como se deu a privatização da Copasa. O ex-prefeito de Belo Horizonte disse que se estiver tudo ‘ok’ não vai reestatizar a companhia, mas defendeu analisar o contrato.
Kalil é o primeiro dos candidatos a ser entrevistado pelo BHAZ esta semana. Os demais candidatos serão sabatinados até quinta-feira.
Questionado sobre como avaliava as privatizações e, em especial, a venda da Copasa para a iniciativa privada, Kalil afirmou que o caso da Copasa “é um negócio que tem se estudar”.
O ex-prefeito de BH defendeu, por exemplo, a privatização dos Correios, que resultam em prejuízo bilionário aos cofres públicos. No entanto, criticou a venda da Copasa e, ainda, rejeitou que a Cemig seja concedida.
“A Cemig entrega um cheque limpo para o governo de Minas, um cheque de R$ 400 milhões”, afirma o candidato, acrescentando ser favorável a outros formatos de parcerias com a iniciativa privada. “[Na minha gestão na prefeitura], eu fiz PPP de hospital, de posto de saúde, de escola, o Hospital do Barreiro é PPP. Eu sou a favor”, acrescentou.
A proposta do candidato do PDT é que se uma empresa estiver dando prejuízo deve ser privatizada; caso contrário, fica por conta do Estado fazer a gestão da estatal e reinvestir o lucro na própria empresa.
“Essa privatização da Copasa tem caroço debaixo desse angu. Esses contratos a gente vai rever tudo”, afirmou Kalil ao BHAZ. Questionado se iria rever a privatização, respondeu: “Se estiver tudo certo, está feito. Não sou homem de rasgar contrato. Não é a solução. Não vai melhorar a vida das pessoas. A água de São Paulo piorou. No Rio, piorou. Então, porque aqui vai melhorar?”, questionou.
Confira um trecho da entrevista:
Sobre a hipótese de privatizar a Cemig, o pré-candidato afirmou que “não há a menor condição”. “Seria de uma irresponsabilidade total. Seria o próximo golpe que estão preparando contra o nosso Estado”, diz o candidato.
Kalil contou que tem analisado as concessões rodoviárias em Minas Gerais e, em comparação com o que foi feito em outros estados, afirma ser “um negócio horrorizante que precisa ser investigado”.
“A Régis Bittencourt, que liga São Paulo a Curitiba, tem um pedágio de vinte e poucos reais. Eles aumentaram o pedágio de Varginha a Três Corações agora, que tem lugar que não tem nem acostamento, é diferente da Régis Bittencourt que é toda duplicada e está entre as 10 melhores rodovias do Brasil, com túnel, com viaduto e que vão investir mais R$ 7 bilhões. Então, alguma coisa está errada. Estou dando o dado e o número. O pedágio primeiro você melhora. Você tem que cobrar por serviço, pontuar o que tem lá”, afirma Kalil.









