Prefeito de BH admite problema no credenciamento de ambulantes para o Carnaval: ‘Não foi bom’

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Pessoas com deficiência poderão se cadastrar para pontos de venda ambulante a partir de 1º de março (Jonas Rocha/BHAZ)

O prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman (PSD), admitiu problemas com o credenciamento de vendedores ambulantes para o Carnaval em coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira (19). Segundo ele, a PBH já trabalha em conjunto com a Belotur e com a Guarda Municipal para encontrar melhorias no processo de liberação das credenciais e fiscalização dos trabalhadores nas ruas.

“Nós tivemos um problema pontual mas muito sério no credenciamento dos ambulantes. Não foi bom, já aprendemos. Vamos melhorar muito pro ano que vem”, declarou Fuad. De fato, o período de registro dos vendedores que trabalharam no Carnaval de BH foi marcado por contratempos no atendimento, protestos e superlotação na fila de espera.

“Já estamos discutindo isso com a Subsecretaria de Regulação (Urbana), com a Belotur e com a Guarda (Municipal) para que nós encontremos uma forma de fazer um credenciamento prévio, melhorar muito esse trabalho. E melhorar a fiscalização na rua também”, completou o prefeito.

Ambulantes em excesso

Além da dificuldade para conseguir o credenciamento para trabalhar no Carnaval de BH, o ambulante que foi às ruas da capital sofreu com a concorrência. A impressão que ficou para alguns é a de “ambulantes demais para foliões de menos”. O BHAZ ouviu alguns comerciantes para entender melhor o cenário.

“Esse ano teve muito ambulante. Você chega no bloco e tem mais ambulante do que folião. Fora que tem gente vendendo sem crachá, o que prejudica a gente que passou mais de 10 horas na fila [do credenciamento]. Eu não vi nenhuma fiscalização até agora”, disse Juliana Ventura, que vende bebidas no Carnaval de BH há 4 anos.

De acordo com a Belotur, 20.899 ambulantes se cadastraram para atuarem no Carnaval deste ano. O número representa um aumento de 30% em comparação com os registros da folia em 2023.

Melhorias necessárias

Para o presidente da Associação dos Trabalhadores Ambulantes de Belo Horizonte, Adjailson Severo, os critérios de credenciamento precisam ser repensados para melhorar o cenário daqui para frente. “Muitas pessoas que se credenciaram não eram de Belo Horizonte, tinha gente até de outros estados”, comenta.

“Venho recebendo ligações e muitas reclamações de trabalhadores e trabalhadoras ambulantes antigos de rua, que há anos vivem desses grandes eventos da nossa cidade e muitos desses que foram credenciados nunca foram ambulantes, são empresários donos de grandes distribuidoras de bebidas. É muito triste a gente ver um ambulante em cima do outro”, completa Adjailson.

Em nota enviada ao BHAZ, a Belotur garantiu, assim como o prefeito Fuad Noman, que já estuda soluções para a próxima edição da folia.

Edição: Lucas Negrisoli
Thiago Cândido[email protected]

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Minas Gerais. Colunista no programa Agenda da Rede Minas de Televisão. Estagiário do BHAZ desde setembro de 2023.

Isabella Guasti[email protected]

Jornalista graduada pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e repórter do BHAZ desde 2021. Participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022 e também de reportagem premiada pelo Sebrae Minas em 2023.

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