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VÍDEO: Receita fecha comércio ilegal avaliado em R$ 90 milhões, em São José da Lapa, na Grande BH

24/03/2026 às 15h47
comércio ilegal grande bh
(Divulgação / Receita Federal)

Uma operação da Receita Federal (RFB), em conjunto com a Receita Estadual de Minas Gerais, desarticulou um esquema de comércio irregular de mercadorias avaliado em cerca de R$ 90 milhões, em São José da Lapa, na região metropolitana de Belo Horizonte. A ação, que recebeu o nome de “Mr. Tools”, teve como foco um centro logístico que movimentava centenas de carretas com produtos sem nota fiscal, revendidos ilegalmente em plataformas de e-commerce.

De acordo com as investigações, o esquema funcionava em três galpões industriais interligados, com funções bem definidas. Dois deles eram usados exclusivamente para armazenagem e circulação de mercadorias sem documentação fiscal, o que configura sonegação de impostos estaduais e federais. Já o terceiro espaço era destinado ao recondicionamento de produtos com defeito, que depois eram vendidos com desconto diretamente ao consumidor final, também sem recolhimento de tributos.

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Em um vídeo, divulgado pelas instituições, é possível observar as caixas empilhadas em um dos galpões que guardavam as mercadorias. Veja:

O volume de mercadorias identificado impressiona: entre os itens estão eletrônicos, ferramentas, equipamentos diversos, bicicletas, cadeiras e produtos de consumo geral. Todo esse material entrava, era separado e redistribuído dentro do complexo logístico sem qualquer registro formal. O controle de estoque ficava concentrado em um escritório interno, com acesso restrito, o que ajudava a manter a operação fora do radar por mais tempo.

A investigação aponta ainda que o grupo utilizava um esquema recorrente de empresas de fachada. Esses CNPJs eram abertos com “laranjas”, operavam inicialmente de forma regular para evitar suspeitas e, depois, passavam a omitir informações fiscais. Em seguida, solicitavam parcelamentos de dívidas, quitavam poucas parcelas e encerravam as atividades de forma irregular, enquanto novas empresas eram criadas para dar continuidade ao ciclo.

A identificação do esquema só foi possível graças ao cruzamento de dados entre os fiscos federal e estadual. Informações financeiras levantadas pela Receita Federal foram comparadas com inconsistências nas declarações estaduais, revelando um fluxo paralelo de mercadorias e vendas. Segundo os órgãos, essa integração foi essencial para mapear toda a cadeia, desde a chegada dos produtos até a comercialização final.

Além da atuação logística, os responsáveis ainda divulgavam nas redes sociais os resultados das vendas, se apresentando como destaque nas plataformas digitais sem indicar que as operações ocorriam à margem da legislação. Agora, com a operação, os envolvidos devem responder pela sonegação, e os tributos devidos serão cobrados com aplicação de multas e juros.

As autoridades destacam que, mais do que recuperar valores, a ação busca combater a concorrência desleal no comércio eletrônico. Isso porque a venda de produtos sem tributação cria uma distorção no mercado, prejudicando empresas que atuam dentro da legalidade e cumprem suas obrigações fiscais.

Raul Costa

Graduando em Jornalismo pela UFMG e estagiário no BHAZ. Gosto jornalismo cultural, cultura pop e tudo que envolve contar boas histórias.

Raul Costa

Email: [email protected]

Estagiário do BHAZ

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