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‘Síndrome de fim de ano’ existe? Especialistas alertam para sintomas

13/12/2023 às 15h33
Veja estratégias para enfrentar o síndrome de fim de ano (Imagem ilustrativa/Getty images)

O final do ano para muitas pessoas é sinônimo de celebrações, presentes, férias, viagens e outras ocasiões alegres. No entanto, a época também pode trazer à tona sintomas de depressão, estresse e ansiedade para alguns. A psicóloga clínica Tatiane Paula explica os motivos e como lidar com a “síndrome de fim de ano”.


De acordo com a especialista, as festas de final de ano geralmente são marcadas por uma complexa dinâmica social, gerando pressões que podem afetar a saúde mental. Por isso, é importante desenvolver estratégias psicológicas para enfrentar desafios sociais comuns nesse período.

“Avaliar conquistas e metas não alcançadas é comum e as expectativas criadas pelas celebrações de fim de ano podem gerar ansiedade em relação aos desafios do próximo ano”, comenta a psicóloga.

A psicóloga ainda ressalta que é importante estar atento à sinais de que a saúde mental está comprometida. Aumento do estresse, ansiedade e mudanças nos padrões de sono devem ser observados. É importante identificar os sintomas e buscar apoio profissional quando necessário.

Como aliviar os sintomas?

Para evitar gatilhos emocionais de memórias aversivas durante as celebrações, estratégias de enfrentamento, como a atenção plena, são recomendadas pela psicóloga. As principais causas desses sentimentos incluem a avaliação do ano que passou, as pressões sociais relacionadas às celebrações de fim de ano e as preocupações com o futuro.

“Estabeleça limites claros, pratique o autocuidado e desenvolva uma comunicação assertiva para enfrentar situações sociais indesejadas. Estratégias de visualização positiva são indicadas como uma técnica eficaz para antecipar os encontros sociais, permitindo que os indivíduos foquem nos aspectos mais agradáveis e minimizem impactos emocionais negativos”, aconselha.

Para enfrentar os momentos de ansiedade social, a especialista destaca a importância de ter metas realistas, priorizar o bem-estar físico e emocional e valorizar conquistas pessoais. “A rede de apoio social é crucial, compartilhando sentimentos com amigos, familiares ou profissionais”, finaliza.

Editado por: Roberth R Costa

Isabella Guasti

Jornalista graduada pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e repórter do BHAZ desde 2021. Participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022 e também de reportagem premiada pelo Sebrae Minas em 2023. Vencedora do prêmio CDL/BH de jornalismo 2024.
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