Milhares de pessoas acompanharam a marcha, organizada pelo Movimento de Mulheres Unificadas, em BH, neste domingo (08). O evento marca a celebração do Dia Internacional das Mulheres na capital mineira, uma data, historicamente, de luta por direitos e pelo enfrentamento à violência de gênero. Com faixas, cartazes e um carro de som, a concentração da mobilização começou na Praça Raul Soares, no Centro, e seguiu em direção à Praça Sete. Lideranças de movimentos feministas, coletivos e lideranças políticas estiveram presentes e subiram no trio para discursar.
A programação contou, ainda, com uma bateria aberta, com protagonismo feminino; mas, a participação dos homens reforçou o discurso de que a defesa dos direitos das mulheres é uma responsabilidade coletiva, como disse a ativista Luanda Fernandes: “Essa luta não é só uma luta das mulheres, mas uma luta de toda uma sociedade. Não adianta falar de políticas públicas, se nós não estaremos vivas para usufruir dessas políticas”, concluiu.
Neste ano, o tema do evento foi “Basta de Feminicídio e Violência de Gênero: Fora Trump da América Latina e Palestina”. O ato destacou que conquistas, como a Lei Maria da Penha, o direito ao voto feminino e a ampliação da licença-maternidade são resultados de organizações e lutas coletivas. Segundo o movimento, nenhum direito foi concedido como favor, mas fruto de mobilização social, e a mobilização segue como instrumento central na defesa da vida e dos direitos das mulheres.
O 8 de março é reconhecido como o Dia Internacional da Mulher, pela Organização das Nações Unidas (ONU). O reconhecimento veio na década de 1970, para celebrar avanços sociais, políticos e econômicos das mulheres e reforçar a luta contra a desigualdade de gênero. A origem da data remete às greves e mobilizações de trabalhadoras no início do século XX, tornando-se símbolo de resistência, força e persistência ao longo das décadas.








