Pacientes foram acomodados sobre mantas estendidas no chão da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Centro-Sul, em Belo Horizonte, por falta de macas e leitos. Imagens enviadas à reportagem mostram diferentes pessoas deitadas no piso da unidade, em meio à superlotação registrada nesta quarta-feira (4).
Uma das pessoas afetadas é um homem de 64 anos, que está na unidade desde segunda-feira (2) para tratar uma queda nos níveis de potássio no organismo. De acordo com a nora dele, a própria equipe da UPA pediu que a família levasse um cobertor para que o paciente pudesse se deitar no chão enquanto aguardava atendimento e uma maca. Veja:
“Desde ontem não tinha maca. Eles pediram minha sogra para levar um cobertor para ele deitar no chão. Só que, fora ele, tem mais pessoas lá que estão deitadas”, relatou a nora. O homem conseguiu uma maca posteriormente para receber medicação, mas, segundo a familiar, ainda não havia previsão de transferência para um hospital.
A medicação precisa ser administrada e acompanhada ao longo do tempo, já que os níveis de potássio precisam ser monitorados. A familiar também afirma que outros pacientes estavam na mesma situação e que alguns aguardavam havia mais de dois dias por atendimento em condições adequadas.
A mulher conta que a superlotação na UPA Central é frequente, mas que nunca havia visto pacientes deitados no chão. Ela também relatou que, quando uma equipe de reportagem chegou à unidade, funcionários teriam pedido que as mantas fossem escondidas e que as pessoas deitadas no piso se acomodassem em cadeiras.
A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) foi procurada sobre o caso, e o BHAZ aguarda resposta.










