Uma moradora do bairro San Remo, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, denuncia que um vizinho matou a tiros sua cadela Meg, uma Border Collie de apenas 7 meses, na última sexta-feira (24). O crime teria sido motivado pelo fato de o animal, junto com outra cadela da família, ter invadido o galinheiro do vizinho e matado algumas aves.
Ao BHAZ, Nivia Martins de Jesus, de 50 anos, tutora dos animais, relatou que tudo ocorreu por volta das 10h da manhã. Segundo ela, o vizinho, um homem, de 51 anos, ligou para o marido dela informando sobre a invasão das cadelas. A família ofereceu pagar pelo dano e repor as galinhas, mesmo assim, a reação do homem teria sido violenta.
“Eu falei: tranquilo, eu vou pedir meu pai para recolher as duas. Você vai contabilizar o prejuízo e eu vou te pagar e ainda te dou mais galinha e te peço desculpa”, relatou Nivia. Segundo ela, o marido ainda implorou pela vida dos animais: “Não mata elas não, por favor. A minha filha e a minha mulher morrem se você fizer isso”. O vizinho teria respondido com desdém: “Se eu matar vai dar o quê para mim?”
De acordo com a denúncia, Nivia recebeu dois vídeos que comprovariam a execução. No primeiro, o homem aparece apontando uma arma de fogo e ameaçando; no segundo, a cadela Meg já aparece sem vida embaixo do galinheiro. No registro policial, consta que a solicitante estava “extremamente abalada” e apresentou os vídeos que mostram a execução e o autor em posse da arma. Veja vídeo:
Nivia disse ainda que o vizinho tentou esconder o crime e enviou áudios no dia seguinte dizendo que a cadela havia caído em um poço e morrido afogada. “Ele segurou o corpo dela para mim não pegar… a polícia foi e falou assim: ‘Não, ele matou a cachorra’”, disse a tutora, ressaltando que o corpo de Meg entregue a ela.
A outra cadela da família, uma vira-lata de grande porte chamada Jade, foi resgatada pelo pai de Nivia, mas apresentava ferimentos no focinho e na barriga
O caso foi registrado pela Polícia Civil como crueldade contra animais. Desolada, Nivia expressou sua dor pela perda do filhote que haviam comprado recentemente: “Eu tô em tempo de morrer. A minha casa ficou horrível sem as bichinhas”. A Polícia Civil orientou a família a prosseguir com a representação criminal contra o vizinho.
A reportagem pediu um posicionamento da Polícia Civil e aguarda resposta.












